sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dolores Roux/UOL

Belgrado, na Sérvia, não se contenta com sua história e se renova com vida noturna agitada

Belgrado é impressionante. A capital sérvia, principal cidade da antiga Iugoslávia, transpira novidade, mudança e personalidade, e surpreende até mesmo os mais viajados. Alguns costumam dizer que se existe Berlim na parte ocidental, há Belgrado no leste da Europa. Em suas ruas há jovens, novas ideias, arte não exposta em museus, galerias, restaurantes, bares à beira-rio e uma vida noturna pulsante e efervescente.
 
A cidade vem sendo descrita como quente, urbana, underground, corajosa e vanguardista por quem a visita. Se durante o dia Belgrado parece calma e agradável, é à noite que sua verdadeira identidade vem à luz. O lugar transpira festas, com bares e baladas para todos os gostos. 
 
Se as atrações turísticas usuais, como museus, monumentos e igrejas, não são tão excepcionais, sua cultura noturna ganha cada vez mais fãs e conquista fama por todo o globo. 
 
Muito diferente da Belgrado que em 1999 foi bombardeada pelas forças da Otan, a mando de Bill Clinton, a capital sérvia não se contenta com sua história e se recria com o que tem. 
 
Os principais albergues e hotéis estão concentrados no centro da cidade e em qualquer canto é possível apreciar pratos com diversos tipos de carne grelhada, típicos da Sérvia.  No Lago Ada Ciganlija, o visitante pode apreciar a vista em cadeiras ao ar livre, como se estivesse na praia. Já na rua Gravila Pincipa, há cafés, bares e todo tipo de comida, principalmente fast-food. 
 
Uma metrópole típica do século 21, para lá de interessante, onde o hype, como sons à la balkan beats, é passado e nada é referência. A não ser a própria transformação da história da cidade de dois milhões de habitantes.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Aproveite o feriado de Tiradentes para viajar



Já é hora de planejar a viagem para o próximo feriado. No dia 21 de abril, uma quinta-feira, é celebrado o feriado de Tiradentes e os mais sortudos poderão emendar quatro dias de descanso. A folga, em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier – líder da Inconfidência Mineira –, pode ser utilizada para conhecer destinos nacionais e internacionais.
Visite as praias mundialmente famosas do Rio de Janeiro ou explore as belezas de Ilhabela. Prefere campo? Então apaixone-se pela paisagem bucólica do Vale da Mantiqueira ou a badalação de Campos do Jordão. Há ainda opções em Caldas Novas, Buenos Aires e Montevidéu. Escolha o destino perfeito para seu feriado e garanta agora sua viagem!
Rio de Janeiro tem atrações famosas para você aproveitar o feriado prolongado (Crédito: Thinkstock)

Praias

Copacabana, Ipanema, Cristo Redentor, Jardim Botânico, Pão de Açúcar e Lapa. Estes são apenas alguns dos atrativos da Cidade Maravilhosa que você pode conhecer noferiado de abril. Escolha seu hotel no Rio de Janeiro e aproveite para curtir praias e paisagens deslumbrantes.
Uma boa opção no Estado de São Paulo é Ilhabela, endereço de 42 praias, sendo as mais famosas a dos Castelhanos, Bonete e Jabaquara. Aqui você também encontra cachoeiras, opções para mergulho e vila cheia de charme. Se prefere a região Sul do Brasil, Floripa tem algumas das praias mais badaladas do Brasil, como Jurerê, Joaquina e Canasvieiras. Por ser muito procurada por brasileiros e estrangeiros, não perca mais tempo e garanta agora sua passagem para Florianópolis.
Queridinhas tanto de quem procura badalação quanto pelos amantes de tranquilidade, Porto Seguro e Arraial d'Ajuda(separadas pelo rio Buranhém) tem atrações para todos os gostos e bolsos. Destaque para as praias do Espelho, do Mutá, Pitinga e Coqueiros. Reserve agora seu hotel em Porto Seguro e comece a planejar seus passeios!
No Vale da Mantiqueira você tem a opção de relaxar e aproveitar a tranquilidade no meio da natureza (Crédito: Divulgação)

Campo

Localizada no Sul de Minas Gerais, a cidade de Virgínia abriga um verdadeiro paraíso de tranquilidade. O hotel fazenda Vale da Mantiqueira está rodeado de muita natureza e tem como principais atrativos lago, tirolesa, passeio a cavalo, trilhas, piscina e playground. Mas se você não abre mão de badalação, o lugar ideal é Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Os principais pontos turísticos são o Morro do Elefante, a Pedra do Baú e o parque Amantikir, além de restaurantes com pratos deliciosos e diversos tipos de cervejas artesanais.

Centro Urbano e histórico

Curitiba é uma das capitais mais bonitas do Brasil. Além do Jardim Botânico e da Ópera de Arame, aqui você conhece lugares incríveis como o Parque Tanguá (com mirante, lago, túnel e cascata), o museu Oscar Niemeyer (com acervo em homenagem ao arquiteto e exposições temporárias), o Memorial Ucraniano (endereço de construções típicas da Ucrânia) e a Unilivre (universidade construída sobre uma grande estrutura de madeira que lembra casa na árvore).
Já Ouro Preto figura entre as cidades históricas mais importantes do País. Tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, guarda verdadeiros tesouros arquitetônicos e artísticos entre suas ladeiras de pedra. Destaque para a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, Igreja São Francisco de Assis e Igreja Nossa Senhora do Carmo.
Rio Quente tem parques aquáticos com águas termais, ambiente perfeito para toda a família (Crédito: Divulgação CVC)

Parque aquático

Crianças e adultos fazem a festa em Caldas Novas e Rio Quente, cidades famosas pelas águas quentes. As principais atrações são as piscinas espalhadas por hotéis, complexos e resorts, principalmente as do parque Hot Park. Aqui você encontra toboáguas, rio de correnteza, passeio de caiaque, mergulho ecológico e praia artificial.

Destinos internacionais

Buenos Aires, na nossa vizinha Argentina, tem atrações que vão tornar seu feriado inesquecível! Conheça lugares emblemáticos como a Plaza de Mayo, o Parque de Palermo, os bairros Recoleta e La Boca, a região de Puerto Madero e os tradicionais shows de tango.
Outra opção é ir ao Uruguai para conhecer Montevidéu, com parques, praias, rica gastronomia e muitos museus. Entre os pontos turísticos estão o Mercado do Porto, a Rambla, a praia de Pocitos e o Parque Rodó. De lá você ainda pode passear para lugares como Punta del Este e Colonia del Sacramento.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Atacama

Eduardo Vessoni/UOL


Belezas naturais fazem do Atacama, extensa área desértica no Chile, um oásis impressionante


O norte do Chile é realmente um lugar de extremos. É a região mais árida do planeta, com o deserto de maior altitude localizado a 2.440 metros, onde as águas das chuvas não passam de 35 milímetros por ano e o solo impermeável lhe garante um aspecto comparado ao de Marte.
A extensa área desértica entre as águas frias do Pacífico e as monumentais cordilheiras dos Andes é o local onde o viajante que busca experiências singulares encontra refúgio sem ter que abrir mão de serviços básicos. Esse esconderijo se chama São Pedro de Atacama, pequeno povoado que serve como base para a exploração da região.

Esta cidade, que ainda guarda costumes dos povos pré-incaicos que deixaram marcas profundas em seu território, era apenas uma localidade escondida do norte do país que mal recebia visitantes estrangeiros. Hoje é um produto chileno consolidado no mercado turístico internacional ao lado de Torres del Paine e Ilha de Páscoa.
Mesmo com tanta fama, a cidade ainda preserva seu ritmo particular, que permite ao visitante um passeio, a passos lentos, por suas ruas estreitas de terra e casas de adobe com telhados de palha. O clima pacato só é quebrado por alguma festa típica do povoado, como o desfile de Santa Rosa em agosto, ou pelas músicas folclóricas tocadas nas peñas da Caracoles, a principal via de circulação.
O Atacama, que na língua cunza significa "cabeceira do país", é marcado historicamente por disputas e dominações anteriores à chegada dos espanhóis. No ano 400 d.C., a sociedade tiwanaku, proveniente do território onde hoje se encontra a Bolívia, impõe-se hierarquicamente sobre o povo atacamenho. O período seguinte (entre os anos 900 e 1450) foi marcado pelo rompimento com aquela civilização e pelos novos conflitos sociais internos. Foi nesse contexto que os incas dominaram a região do Atacama até que fossem dizimados com a chegada dos europeus, em 1535.
Há três formas de se conhecer a região: a tradicional, em que as agências oferecem o mais básico do Atacama como os Vales da Lua e da Morte, além dos gêiseres de El Tatio; o roteiro alternativo, em que as margens do deserto ganham novas dimensões em rotas pouco divulgadas com visitas a petroglifos, povoados de um só habitante e cânions em vales multicoloridos; e a terceira opção, que alia um pouco de cada um dos dois roteiros anteriores.
Seja qual for a escolha, uma imagem será inevitável: o Licancabur, imponente vulcão cônico de 5.916 metros de altura que separa o Chile e a Bolívia. Quanto mais longe se vai, mais se vê esse vulcão onipresente entre os recortes das rochas gigantes que cercam a região.
A montanha é local sagrado desde épocas anteriores à chegada dos colonizadores, quando ali se realizavam sacrifícios com animais. A prática foi proibida pelos espanhóis, mas o vulcão continua atraindo aventureiros até a lagoa que se localiza no seu cume, além de devotos que uma vez ao ano levam oferendas à Pacha Mama pelo que se conquistou naquele período.
É certo que a escalada de oito horas se dá pela Bolívia devido ao terreno ainda minado da época em que o Chile e a Argentina disputavam terras, mas para o Licancabur não existe fronteiras nem guerras. Por isso, ele segue soberano guardando a região. E ainda dizem que o oásis é pura ilusão. Não no deserto do Atacama.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sevilha

Débora Costa e Silva/UOL

Terra do flamenco, Sevilha conserva o espírito festivo da Espanha

Desde a antiguidade, a Andaluzia ocupa um papel histórico importante para diversas civilizações. Sevilha, a quarta maior cidade da Espanha, tem nada menos que 2800 anos de fundação, palco de disputas entre gregos e fenícios, atraídos pelas riquezas minerais do entorno e das terras férteis às margens do rio Guadalquivir ("Rio grande", em árabe), que corta a metrópole.
No século 2 a.C., os romanos a batizaram de Hispania, tornando-a a capital da península. Finalmente no século 11 os árabes deram o nome mais próximo de sua versão atual, Ysvilia. Na retomada do poder pelos cristãos, Sevilha conquistou ainda mais importância, tornando-se o principal porto de chegada das riquezas do Novo Mundo, símbolo do poder espanhol na chamada Época de Ouro do império espanhol. Foi das margens do Guadalquivir que o genovês Cristóvão Colombo partiu para a América e o português Fernão de Magalhães iniciou a primeira circunavegação do globo terrestre.
Difícil não reparar os traços de todo esse caldo cultural pelas ruas de Sevilha, seja por resquícios da era romana ou a herança da arte muçulmana estampada nos belíssimos trabalhos de azulejaria que ainda decoram a maioria das casas, pátios e edifícios públicos. Repleta de laranjeiras - outra vital contribuição moura -, uma das principais atrações da cidade é sua catedral, vista de todas as partes pela imponência da Giralda, o antigo minarete islâmico transformado em campanário pelos cristãos.
Mas Sevilha também é conhecida por revelar o espírito festivo da Espanha contemporânea, como o tradicional bairro de Triana, repleto de bares, intensa agitação noturna e berço de grandes músicos e dançarinos de flamenco. A cidade é ainda famosa por abrigar algumas das procissões e festas religiosas mais famosas de todo o país.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Vale a pena viajar para a Europa no inverno?


O fim do ano está quase aí e boas promoções de passagens aéreas, felizmente, também. Para muitos a época é sinônimo de praia, sol e calor. Em contrapartida, muita gente aproveita a oportunidade para curtir algo diferente de tudo o que existe no Brasil: uma temporada de clima frio e neve.
A Europa é um dos destinos que despontam na lista daqueles que desejam curtir um charmoso friozinho no fim do ano. Mas, afinal de contas, quais são as razões que fazem do Velho Continente um excelente lugar para férias de inverno? 
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Para começar, os preços de hotéis e passagens costumam sofrer uma queda aqui do outro lado do Atlântico no período (exceto nas semanas entre o Natal e o Réveillon, nas grandes cidades). Para comprovar, é só comparar com preços praticados durante o verão e a primavera, duas estações reconhecidamente mais caras. 
Belas paisagens estarão por todos os lados e os apaixonados por fotografia podem preparar a câmera. Em certos países europeus, como a Noruega, a Suécia e a Finlândia, o visitante poderá de ver de perto um dos acontecimentos naturais mais impressionantes do mundo, a Aurora Boreal. Infelizmente, é impossível prever a ocorrência desse fenômeno de luzes e cores no céu, porém, o inverno é, certamente, a época ideal para isso.
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Outro atrativo que faz a viagem a Europa valer a pena no inverno é que grande parte das cidades costumam se preparar muito bem para o Natal e a chegada do Ano Novo. Portanto, luzes, cores e muitos enfeites estarão espalhados por ruas, praças, pontes e, é claro, nas casas. Um verdadeiro deleite para os olhos!
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Eventos de Inverno
Aproveitando a temática, não podemos deixar de mencionar os vários eventos que costumam acontecer em todo o continente, com destaque para os famosos Mercados de Natal. Geralmente realizados em grandes praças ou avenidas, estes mercados costumam reunir pessoas de todas as idades em torno de barraquinhas que vendem produtos artesanais, pratos típicos de inverno e bebidas que, além de deliciosas, ainda ajudam a manter o corpo aquecido.
Mercado de Natal de Colônia, AlemanhaMercado de Natal de Colônia, Alemanha
Um dos países mais tradicionais no assunto, sem dúvida alguma, é a Alemanha, sendo Colônia, por exemplo, uma das cidades mais procuradas durante o mês de dezembro. Festivais como o da cerveja de Bruges (Bélgica), em fevereiro, e o Carnaval, em Munique (Alemanha) e em Maastricht (na Holanda), também são outras opções para os que desejam aproveitar o inverno de uma forma diferente.
 Festival de Cerveja de Bruges, Bélgica
Festival de Cerveja de Bruges, Bélgica
Esportes de Inverno
Aqueles viajantes mais aventureiros também podem aproveitar as baixas temperaturas em algumas partes do continente para praticar esportes como o esqui e o snowboarding. Localidades como Les Gets e Courchevel, na França, St. Anton, na Áustria, e Borovets, na Bulgária, oferecem uma excelente estrutura e, por este motivo, são bastante procuradas por aficionados por esportes de inverno, desde os novatos até os mais experientes.
 Emperor's race, evento esportivo nos canais congelados de Amsterdam
Emperor’s race, evento esportivo nos canais congelados de Amsterdam
Nem tudo são flocos de neve
A Europa no inverno é charmosa, há paisagens lindas e uma experiência especial para nós brasileiros, acostumados com nosso país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas há também o lado ruim de visitar o Velho Continente nesta é posa do ano. O primeiro, claro, é o frio e o aumento no volume das bagagens que ele ocasiona. Além disso, os dias são mais curtos neste período e há menos tempos com luz natural para passeios. Por ser baixa temporada, algumas atrações podem fechar para manutenção e risque da lista atividades como piqueniques nos parques europeus ou passar tardes em mesinhas de restaurantes de cafés charmosos ao ar livre. Além disso, há o risco de alguma nevasca fechar estradas ou atrasar voos.
Preparativos
Urso gigante em Amsterdã
Urso gigante em Amsterdã
Seja qual for a sua razão para visitar a Europa durante o inverno, é preciso ter em mente que o frio estará sempre presente, em maior ou menor intensidade, dependendo dos países escolhidos. Naqueles onde as temperaturas são realmente baixas, é preciso utilizar roupas e calçados adequados.
Meias térmicas, camisas e calças conhecidas como “segunda pele”, cachecol de lã, gorro para proteção da cabeça e um par de luvas devem constar na lista de todo viajante. Sapatos confortáveis também são importantes para quem pretende andar bastante (melhor ainda se forem daqueles forrados com material que retém calor). O frio nessa época não costuma dar trégua em determinadas localidades, porém, tomando alguns cuidados é possível passar por ele sem problema algum!
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E você, leitor do Melhores Destinos, está pensando em aproveitar as promoções de fim de ano para curtir um friozinho aqui do outro lado do Atlântico? Deixe a sua opinião nos comentários.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Atacama

Eduardo Vessoni/UOL


Belezas naturais fazem do Atacama, extensa área desértica no Chile, um oásis impressionante

O norte do Chile é realmente um lugar de extremos. É a região mais árida do planeta, com o deserto de maior altitude localizado a 2.440 metros, onde as águas das chuvas não passam de 35 milímetros por ano e o solo impermeável lhe garante um aspecto comparado ao de Marte.
A extensa área desértica entre as águas frias do Pacífico e as monumentais cordilheiras dos Andes é o local onde o viajante que busca experiências singulares encontra refúgio sem ter que abrir mão de serviços básicos. Esse esconderijo se chama São Pedro de Atacama, pequeno povoado que serve como base para a exploração da região.

Esta cidade, que ainda guarda costumes dos povos pré-incaicos que deixaram marcas profundas em seu território, era apenas uma localidade escondida do norte do país que mal recebia visitantes estrangeiros. Hoje é um produto chileno consolidado no mercado turístico internacional ao lado de Torres del Paine e Ilha de Páscoa.
Mesmo com tanta fama, a cidade ainda preserva seu ritmo particular, que permite ao visitante um passeio, a passos lentos, por suas ruas estreitas de terra e casas de adobe com telhados de palha. O clima pacato só é quebrado por alguma festa típica do povoado, como o desfile de Santa Rosa em agosto, ou pelas músicas folclóricas tocadas nas peñas da Caracoles, a principal via de circulação.
O Atacama, que na língua cunza significa "cabeceira do país", é marcado historicamente por disputas e dominações anteriores à chegada dos espanhóis. No ano 400 d.C., a sociedade tiwanaku, proveniente do território onde hoje se encontra a Bolívia, impõe-se hierarquicamente sobre o povo atacamenho. O período seguinte (entre os anos 900 e 1450) foi marcado pelo rompimento com aquela civilização e pelos novos conflitos sociais internos. Foi nesse contexto que os incas dominaram a região do Atacama até que fossem dizimados com a chegada dos europeus, em 1535.
Há três formas de se conhecer a região: a tradicional, em que as agências oferecem o mais básico do Atacama como os Vales da Lua e da Morte, além dos gêiseres de El Tatio; o roteiro alternativo, em que as margens do deserto ganham novas dimensões em rotas pouco divulgadas com visitas a petroglifos, povoados de um só habitante e cânions em vales multicoloridos; e a terceira opção, que alia um pouco de cada um dos dois roteiros anteriores.
Seja qual for a escolha, uma imagem será inevitável: o Licancabur, imponente vulcão cônico de 5.916 metros de altura que separa o Chile e a Bolívia. Quanto mais longe se vai, mais se vê esse vulcão onipresente entre os recortes das rochas gigantes que cercam a região.
A montanha é local sagrado desde épocas anteriores à chegada dos colonizadores, quando ali se realizavam sacrifícios com animais. A prática foi proibida pelos espanhóis, mas o vulcão continua atraindo aventureiros até a lagoa que se localiza no seu cume, além de devotos que uma vez ao ano levam oferendas à Pacha Mama pelo que se conquistou naquele período.
É certo que a escalada de oito horas se dá pela Bolívia devido ao terreno ainda minado da época em que o Chile e a Argentina disputavam terras, mas para o Licancabur não existe fronteiras nem guerras. Por isso, ele segue soberano guardando a região. E ainda dizem que o oásis é pura ilusão. Não no deserto do Atacama.

sábado, 2 de abril de 2016

Nem só de vinho é feita a degustação no Sul do país. Em Garibaldi, os espumantes são as atrações das vinícolas como Peterlongo, Chandon, Don Laurindo e Cooperativa Garibaldi. O cenário - rodeado por colinas e parreiras, além de arquiteturas típicas européias - é um convite para conhecer as fábricas da glamourosa bebida e a saborosa gastronomia regional, sempre harmonizada com borbulhas. Os tours guiados apresentam os setores de produção e de elaboração do produto, terminando sempre com degustação e, obviamente, na compra de algumas garrafas.

Brinde: Ótimos espumantes são produzidos aqui!<br>
Brinde: Ótimos espumantes são produzidos aqui!
Foto: Carlos Ben - Prefeitura de Garibaldi
Os verbos comer, beber e comprar, aliás, são os mais conjugados na região. Como resistir ao salame de javali e aos variados queijos artesanais produzidos na Estrada do Sabor, perfeitos para acompanhar os espumantes que serão levados na mala? 

Aproveite o embalo para comprar, com desconto, saca-rolhas, petisqueiras, baldes para garrafas e talheres em aço inoxidável diretamente da fábrica da Tramontina, que fica nos arredores, na cidade de Carlos Barbosa.
  
Roteiro Histórico apresenta construções antigas, igrejas e museus
Para curtir algumas atrações típicas de uma só vez, embarque na maria-fumaça, que parte de Bento Gonçalves. 

O passeio começa com distribuição de suco de uva e vinho na estação de origem e termina na cidade vizinha de Carlos Barbosa - uma parada estratégica é feita em Garibaldi, com muita  música e brindes de espumante. A viagem dura cerca de duas horas e é animada por grupos folclóricos que se apresentam nos vagões. É possível fazer o caminho inverso também.

De volta à cidade, faça o Roteiro Histórico. Trata-se de uma caminhada pelo Centro para apreciar as construções do início do século 20, com influências européias. Entre elas estão a Mansão Mazzini, as igrejas dos Capuchinhos e da Matriz e o Museu Municipal, com objetos dos imigrantes. O tour pode ser feito também em um caminhão adaptado,o Tim-Tim.

Além do inverno, quando as baixas temperaturas tornam clássicas as viagens pelas serras gaúchas, programe uma visita à região entre os meses de setembro e outubro de um ano ímpar. No período acontece a Fenachamp - Festa do Espumante, com exposições de produtos, feiras, cursos de degustação e shows. Na capital brasileira das borbulhas, o passeio só pode mesmo terminar com muitos brindes! 

DESCOBRINDO GARIBALDI