terça-feira, 4 de abril de 2017

O pequeno pedaço do paraíso descoberto pelos hippies nos anos 70 continua preservando sua essência idílica. A beleza das praias e o cenário do Quadrado – a praça central da vila emoldurada por casinhas coloridas, um campo de futebol no meio e uma igreja o fundo – são os mesmos. 

Rio da Barra: Praia fica no caminho para Arraial d'Ajuda<br>
Rio da Barra: Praia fica no caminho para Arraial d'Ajuda
Foto: Jota Freitas (Bahiatursa)
Trancoso, entretanto, ganhou um upgrade que elevou seus serviços à categoria cinco estrelas - mas sem perder o charme, o astral e a ternura. 
No Quadrado, velas nas mesas ao ar livre convidam para o jantar

O povoado, hoje, tem pousadas sofisticadas, lojas de grife e restaurantes estrelados que atraem ricos e famosos. Mas continua sem iluminação pública no Quadrado, obrigando os estabelecimentos que espalham mesas e cadeiras embaixo das frondosas amendoeiras a acenderem velas quando a noite cai. 

O centrinho também permanece fechado para a circulação dos carros e algumas praias são acessíveis apenas depois de uma boa caminhada, como a deserta Ponta de Itaquena e a badalada Rio Verde, com clubs de praia que ca´pricham nos pufes, nos drinks e na boa  música. 
Independente dos estilos, as tribos só precisam entender o calendário de Trancoso para não terem o passeio frustrado. Caso o intuito seja fazer festa, escolha o Réveillon, quando o vilarejo fica completamente lotado. Já para curtir a essência tranquila do local, venha fora de temporada.

terça-feira, 28 de março de 2017

O título de Ilha da Magia atribuído à Florianópolis faz cada vez mais sentido. Capaz de reunir natureza e patrimônio histórico preservados com infraestrutura de cidade grande, a capital enfeitiça tanto os turistas que muitos acabam voltando... para ficar. Desde 2000, a população da cidade aumentou 35%. Também aumentou o número de carros, etc... Porém, junto com eles, chegaram novas e ótimas ofertas gastronômicas, glamour de sobra e intervenções para melhorar o trânsito (apesar de, na alta temporada, não ter viaduto, túnel ou ponte que dê jeito nos congestionamentos). 

São apenas 436,5 quilômetros quadrados, porém, capazes de abrigar praias paradisíacas, lagoas, dunas, trilhas em meio à Mata Atlântica, casario colonial, sítios arqueológicos, boates concorridas e restaurantes estrelados. Haja encantos!

Os grandes atrativos de Floripa são as praias que dizem, chegam a cem. Em cada região, uma peculiaridade – no Leste, onde estão Mole e Joaquina, surf e paquera são as marcas registradas. 

Ao Norte, a badalação dos paradores de Jurerê atrai jovens dia e noite. Já as praias do Sul são as mais rústicas e têm como cartão-postal a intocada Lagoinha do Leste.

No quesito esportes, a ilha não é privilégio exclusivo dos surfistas. Generosa, incentiva à prática de muitos atividades dentro e fora d´água, como sandboard – descida de dunas em prancha de madeira -, windsurf, kitesurf e trekking.
Colonizada por imigrantes açorianos, a capital mantém em suas pequenas vilas as manifestações culturais e religiosas trazidas pelos portugueses. 

Nos povoados de Ribeirão da Ilha e de Santo Antônio de Lisboa as heranças estão preservadas ainda na arquitetura, no artesanato em cerâmica e renda e na culinária, à base de ostras produzidas na região.

Falando em frutos do mar, eles chegam fresquinhos também às mesas dos restaurantes espalhados pela Lagoa da Conceição, no Centro da ilha. Por lá, concentram-se também a maioria dos bares, boates e cafés, garantindo burburinho e agito noturno o ano inteiro.
Ao Norte, a badalação dos paradores de Jurerê atrai jovens dia e noite

quarta-feira, 22 de março de 2017

Nascida durante o Ciclo do Ouro, Vila Boa de Goiás foi capital do estado até 1937. O título foi embora, mas a pequena cidade - hoje Goiás - preserva a arquitetura colonial que se espalha por ruelas sinuosas calçadas em pedra e seus costumes. Entre eles estão a religiosidade, os doces caseiros e o dom de fazer o tempo passar lentamente. Não por acaso, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2001. 

Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha -
Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha - Foto: Silvio Quirino - Goiás Turismo

A Casa de Cora Coralina está como a poetisa deixou, com seus livros, cartas, vestidos e tachos 

 Cortada pelo rio Vermelho e cercada de colinas, a cidade é repleta de detalhes, tão bem retratados pela filha mais ilustre, a poetisa Cora Coralina. A casa de Cora, aliás, é um dos cenários mais visitados. Lá estão seus vestidos, seus chinelos e seus tachos, do mesmo modo que ela deixou, ao morrer em 1985. Sua essência também está ali, através de seus livros, cartas, fotos e máquina de escrever. 

A poetisa deixou ainda outro legado. Doceira de mão cheia, passou suas receitas adiante para as quituteiras locais, para a alegria dos turistas! Nas casas de dona Zilda, Doris, Divina... tem limõezinhos-galegos recheados com doce de leite, rosas de coco, casquinha de laranja cristalizada e pastelinho, uma massa assada com recheio de doce de leite.
Para queimar as calorias, a dica é circular pelo Centro Histórico, onde estão pérolas como a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, hoje Museu de Arte Sacra, o Museu das Bandeiras e o chafariz de Cauda, construído em 1778. 

Também o Espaço Cultural Goiandira Aires do Couto fica na área. O ambiente abriga as obras da artista, prima de Cora. São dezenas de quadros feitos com areia colorida retirada da Serra Dourada e pintados com a ponta dos dedos, sempre retratando a cidade.

O maior evento de Goiás é a Procissão do Fogaréu, que acontece na Semana Santa. As luzes das ruas são apagadas e, munidos de tochas, os farricocos - encapuzados que representam os soldados romanos - seguem da Igreja da Boa Morte até as escadarias da Igreja de São Francisco. A cerimônia, que simboliza a prisão de Cristo, é acompanhada pelo som de tambores e de um coral em latim.

terça-feira, 14 de março de 2017

Como escolher o intercâmbio ideal



ntercâmbio é uma grande oportunidade de aprofundar os conhecimentos em outra língua, conhecer nova cultura e vivenciar experiências diferentes. Cada vez mais as pessoas buscam essa modalidade de estudo para dar um upgrade no currículo e de quebra viajar para outro país.
Para tornar mais fácil a decisão sobre qual intercâmbio escolher, nós temos algumas dicas. A primeira dela é a escolha do idioma. Não dá para passar meses longe de casa, aprendendo uma língua que você não gosta. Então sempre procure um idioma que tenha afinidade. Exemplo: seu sonho é conhecer a França, mas estudar francês não te anima. Então não tenha dúvidas: busque outra alternativa que o resultado será bem mais produtivo!
Além do idioma, é possível fazer outros cursos durante o intercâmbio. Informe-se na escola pretendida e avalie a grade disponível. Outro importante fator é avaliar seu próprio estilo de vida e gostos pessoais na hora de escolher um país para sua viagem. Se você não dispensa praia e calor, então lugares frios devem ser desconsiderados.
A escolha do intercâmbio tem que estar de acordo com suas preferências de idioma e estilo de vida (Crédito: Thinkstock)

Investimento e trabalho

A palavra de ordem quando se fala em intercâmbio é planejamento. Sempre haverá uma viagem que caiba no seu bolso, mas é muito importante fazer um levantamento de todos os custos com acomodação, curso, alimentação, etc. Em alguns países é permitido o trabalho legalizado ao fazer o intercâmbio, o que pode te ajudar nas despesas durante o curso, mas é preciso verificar se a escola está na lista de concessão de trabalho designada pelo governo local.
A CVC possui diversas opções de pacotes de intercâmbio e um deles é a sua cara! São cursos de inglês, espanhol, francês em países como Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia, entre outros. Os pacotes variam entre 2 a 25 semanas e contemplam vários tipos de acomodação: campus universitário, casas de família, hotel e residência estudantil.
Cada pacote tem vantagens específicas. Mais uma vez, é o seu perfil e valor de investimento que irá determinar qual a escolha ideal. E esqueça o papo de que intercâmbio é coisa de jovem. Cada vez mais pessoas de todas as idades têm procurado por esta modalidade para reforçar o currículo ou se aprofundar em um idioma. Já escolheu o seu? Então boa viagem!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Impressionantes paredões de arenito vermelho-alaranjado - marcas registradas da Chapada dos Guimarães - dão as boas vindas aos turistas que aportam na cidade, a apenas 69 km da capital Cuiabá. Porta de entrada do Parque Nacional, a cidadezinha que leva o mesmo nome da reserva oferece pousadas confortáveis, restaurantes aconchegantes e uma pracinha (onde fica a bucólica igreja de Santana) que, nos finais de semana, funciona como feirinha de artesanato durante o dia e ponto de encontro dos visitantes quando a noite cai. 

48 horas em Chapada dos Guimarães: Fim de tarde é encantador nos mirantes da região -
48 horas em Chapada dos Guimarães: Fim de tarde é encantador nos mirantes da região - Foto: José Medeiros
Trekking ao Morro de São Jerônimo descortina curiosas formações rochosas

A 11 quilômetros do centro da vila, o parque criado em fins dos anos 80 ocupa uma área de 330 quilômetros. O cenário perfeito combina cerrado, cachoeiras e cânions, além de pinturas rupestres e formações rochosas que enchem os olhos de ecoturistas e esotéricos. 

As muitas trilhas, desbravadas a pé ou de bike, levam a mirantes naturais que descortinam maciços montanhosos e, em dias claros, avista-se a planície pantaneira e a capital Cuiabá. 


cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda, vista panorâmica e lindos sobrevoos das escandalosas araras vermelhas. Lá embaixo há um poço de águas cristalinas, mas os banhos são proibidos.

Também merece destaque a Cidade de Pedra, emoldurada por rochas pontiagudas que remetem a castelos medievais. As formações espalham-se por cânions que chegam a 350 metros de altura em meio a escarpas também frequentadas pelas araras. A exuberante e variada vegetação do cerrado pode ser apreciada ao longo de todo o passeio.

Quem está com o preparo físico em dia deve incluir no roteiro o trekking em direção ao Morro de São Jerônimo, o mais alto da região, com 836 metros de altitude. São sete horas de caminhada e escalada - ida e volta. O esforço vale a pena levando-se em conta a paisagem panorâmica. 

Vale frisar que o parque tem entrada gratuita, mas todos os passeios necessitam de agendamento e acompanhamento de guias (exceto o mirante do Véu da Noiva).

Fora da reserva também há muitas belezas. Uma das mais encantadoras é a caverna Aroe Jari, uma gigantesca gruta de arenito - 10 metros de altura por 60 metros de largura - com inscrições rupestres. Seu conjunto inclui ainda a Lagoa Azul, de águas transparentes e mergulho proibido. O complexo fica a 46 km da Chapada e também só é acessível com acompanhamento de guia

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Com 20 quilômetros de praias semidesertas, Ilha de Boipeba é um convite ao anonimato
Arte UOL
O difícil acesso é um dos responsáveis por manter em "segredo" esta pérola do litoral baiano. Praticamente intacta, quase selvagem, a Ilha de Boipeba também conta com uma ajudinha da população local, que se empenha em preservar a natureza e orientar o turista a deixar tudo do jeitinho que encontrou, aliás, como sempre foi.

A intervenção do homem é vista com ressalvas. Carros, por exemplo, são terminantemente proibidos, sequer há pontes ligando a ilha ao continente. Os únicos que trafegam por lá são os tratores que fazem a coleta do lixo. Caixas eletrônicos, câmbio de dinheiro ou qualquer coisa que lembre a "civilização" não tem vez nessa pacata ilha.

Ingleses, franceses, alemães, italianos e espanhóis já descobriram há muito tempo o sossego que impera por lá. E voltam ano após ano cada vez mais embasbacados com o mar azul-turquesa e, tão transparente, que provavelmente só no Caribe se encontre algo semelhante.
BOIPEBA
Thaíla Moreira/UOL
A lagosta é um dos pontos altos da gastronomia da ilha
Jotafreitas/Bahiatursa
O vilarejo de Velha Boipeba é o principal da ilha
Jotafreitas/Bahiatursa
Embarcações saem da praia da Boca da Barra
FOTOS DE BOIPEBA
CONHECE A CIDADE?
Boipeba é um reduto de descanso, ideal para quem busca paz e serenidade. Se o agito faz parte de seus planos de viagem, o ideal é ficar na vizinha Morro de São Paulo. Mas a visita a Boipeba é obrigatória. Apenas por ser um dos lugares resistentes a explosão turística do litoral baiano, já valeria à pena. Mas a ilha é um lugar abençoado e há muito que ver por lá.

Durante o dia as piscinas naturais pedem uma visita. Moreré é a praia onde ficam as mais famosas, mas a belíssima praia da Cueira também não deixa por menos. O rio do Inferno é imperdível, principalmente no pôr-do-sol. No mais, um passeio (a pé, claro) pelo vilarejo do século 17 não deixa o visitante em dívida com a simpática população local.

A Ilha de Boipeba pede um turismo de sensações e muita observação. Não há impulso consumista que sobreviva ao clima de "comunidade alternativa" que reina por lá. O segredo é ir com o espírito desprendido, pronto para enfrentar muitas horas de viagem pelo mar para se deparar com um pedacinho do paraíso na terra ao chegar.

GRUPO DE DISCUSSÃO

No UOL

PORTAIS REGIONAIS


Portal de Turismo da Bahia
www.bahia.com.br

Bahiatursa - Empresa de Turismo da Bahia
www.bahiatursa.ba.gov.br

Site da Associação de Moradores e Amigos de Boipeba - Amabo
www.ilhaboipeba.org.br
Portal da Ilha de Boipeba

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Eduardo Vessoni/UOL


Exageradamente histórica, Itu é destino da Rota dos Bandeirantes, no interior paulista

Quatrocentona e tradicional, a cidade de Itu guarda o mesmo vigor da época em que as primeiras discussões republicanas começavam a abalar as estruturas da desgastada Monarquia brasileira. Ruas estreitas de paralelepípedos, casarões coloniais feitos de taipa, belas igrejas barrocas e fazendas, nostalgicamente, históricas fazem do "Berço da República", como o destino é conhecido, um dos mais agradáveis do interior de São Paulo.
Considerada a "Ouro Preto paulista", devido à variedade de templos religiosos, essa cidade, localizada na região do Médio Tietê, começou a escrever a sua história, em 1610.

Era apenas um povoado minúsculo, construído ao redor de uma capela. Logo se tornou vila, mas foram necessários quase dois séculos para que aquele rincão pacato de fazendas e artesãos se tornasse uma cidade de fato, em 1842. Dali para frente, ninguém mais conseguiu segurá-la.

Ganhou o título de cidade mais rica de São Paulo, abrigou barões do café que buscavam alternativas à crise do mercado internacional do açúcar e foi palco das primeiras discussões que dariam novo rumo político ao Brasil, a Proclamação da República.
Histórias não faltam ao visitante que chega a essa região que faz parte da Rota dos Bandeirantes, um circuito histórico-turístico de 180 quilômetros que inclui outras cidades que serviram de passagem para os homens que descobriram o interior do Brasil, como as pacatas Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

No entanto, a fama de Itu vem dos "causos" exagerados sobre supostos objetos imensos encontrados na cidade natal de Simplício, personagem criado pelo comediante ituano Francisco Flaviano de Almeida para um quadro do programa "Praça da Alegria", da extinta TV Tupi.

A praça Padre Miguel, no centro histórico, abriga os objetos mais conhecidos dessa cidade "onde tudo é grande". Um semáforo gigante, um orelhão maior ainda, com sete metros de altura, suvenires de proporções exageradas e até um "pequeno" mascote de 2,15m, que atende pelo nome de "Garotinho de Itu".

Mais adiante, tão pertinho como um "tirinho de espingarda", outra cidade começa a despontar como destino turístico da região: Salto. São tão próximas que a vizinha também pegou gosto em contar histórias e abrigar atrativos de dimensões exageradas.