quarta-feira, 22 de março de 2017

Nascida durante o Ciclo do Ouro, Vila Boa de Goiás foi capital do estado até 1937. O título foi embora, mas a pequena cidade - hoje Goiás - preserva a arquitetura colonial que se espalha por ruelas sinuosas calçadas em pedra e seus costumes. Entre eles estão a religiosidade, os doces caseiros e o dom de fazer o tempo passar lentamente. Não por acaso, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2001. 

Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha -
Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha - Foto: Silvio Quirino - Goiás Turismo

A Casa de Cora Coralina está como a poetisa deixou, com seus livros, cartas, vestidos e tachos 

 Cortada pelo rio Vermelho e cercada de colinas, a cidade é repleta de detalhes, tão bem retratados pela filha mais ilustre, a poetisa Cora Coralina. A casa de Cora, aliás, é um dos cenários mais visitados. Lá estão seus vestidos, seus chinelos e seus tachos, do mesmo modo que ela deixou, ao morrer em 1985. Sua essência também está ali, através de seus livros, cartas, fotos e máquina de escrever

A poetisa deixou ainda outro legado. Doceira de mão cheia, passou suas receitas adiante para as quituteiras locais, para a alegria dos turistas! Nas casas de dona Zilda, Doris, Divina... tem limõezinhos-galegos recheados com doce de leite, rosas de coco, casquinha de laranja cristalizada e pastelinho, uma massa assada com recheio de doce de leite.
Para queimar as calorias, a dica é circular pelo Centro Histórico, onde estão pérolas como a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, hoje Museu de Arte Sacra, o Museu das Bandeiras e o chafariz de Cauda, construído em 1778. 

Também o Espaço Cultural Goiandira Aires do Couto fica na área. O ambiente abriga as obras da artista, prima de Cora. São dezenas de quadros feitos com areia colorida retirada da Serra Dourada e pintados com a ponta dos dedos, sempre retratando a cidade.

O maior evento de Goiás é a Procissão do Fogaréu, que acontece na Semana Santa. As luzes das ruas são apagadas e, munidos de tochas, os farricocos - encapuzados que representam os soldados romanos - seguem da Igreja da Boa Morte até as escadarias da Igreja de São Francisco. A cerimônia, que simboliza a prisão de Cristo, é acompanhada pelo som de tambores e de um coral em latim.

terça-feira, 14 de março de 2017

Como escolher o intercâmbio ideal



ntercâmbio é uma grande oportunidade de aprofundar os conhecimentos em outra língua, conhecer nova cultura e vivenciar experiências diferentes. Cada vez mais as pessoas buscam essa modalidade de estudo para dar um upgrade no currículo e de quebra viajar para outro país.
Para tornar mais fácil a decisão sobre qual intercâmbio escolher, nós temos algumas dicas. A primeira dela é a escolha do idioma. Não dá para passar meses longe de casa, aprendendo uma língua que você não gosta. Então sempre procure um idioma que tenha afinidade. Exemplo: seu sonho é conhecer a França, mas estudar francês não te anima. Então não tenha dúvidas: busque outra alternativa que o resultado será bem mais produtivo!
Além do idioma, é possível fazer outros cursos durante o intercâmbio. Informe-se na escola pretendida e avalie a grade disponível. Outro importante fator é avaliar seu próprio estilo de vida e gostos pessoais na hora de escolher um país para sua viagem. Se você não dispensa praia e calor, então lugares frios devem ser desconsiderados.
A escolha do intercâmbio tem que estar de acordo com suas preferências de idioma e estilo de vida (Crédito: Thinkstock)

Investimento e trabalho

A palavra de ordem quando se fala em intercâmbio é planejamento. Sempre haverá uma viagem que caiba no seu bolso, mas é muito importante fazer um levantamento de todos os custos com acomodação, curso, alimentação, etc. Em alguns países é permitido o trabalho legalizado ao fazer o intercâmbio, o que pode te ajudar nas despesas durante o curso, mas é preciso verificar se a escola está na lista de concessão de trabalho designada pelo governo local.
A CVC possui diversas opções de pacotes de intercâmbio e um deles é a sua cara! São cursos de inglês, espanhol, francês em países como Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia, entre outros. Os pacotes variam entre 2 a 25 semanas e contemplam vários tipos de acomodação: campus universitário, casas de família, hotel e residência estudantil.
Cada pacote tem vantagens específicas. Mais uma vez, é o seu perfil e valor de investimento que irá determinar qual a escolha ideal. E esqueça o papo de que intercâmbio é coisa de jovem. Cada vez mais pessoas de todas as idades têm procurado por esta modalidade para reforçar o currículo ou se aprofundar em um idioma. Já escolheu o seu? Então boa viagem!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Impressionantes paredões de arenito vermelho-alaranjado - marcas registradas da Chapada dos Guimarães - dão as boas vindas aos turistas que aportam na cidade, a apenas 69 km da capital Cuiabá. Porta de entrada do Parque Nacional, a cidadezinha que leva o mesmo nome da reserva oferece pousadas confortáveis, restaurantes aconchegantes e uma pracinha (onde fica a bucólica igreja de Santana) que, nos finais de semana, funciona como feirinha de artesanato durante o dia e ponto de encontro dos visitantes quando a noite cai. 

48 horas em Chapada dos Guimarães: Fim de tarde é encantador nos mirantes da região -
48 horas em Chapada dos Guimarães: Fim de tarde é encantador nos mirantes da região - Foto: José Medeiros
Trekking ao Morro de São Jerônimo descortina curiosas formações rochosas

A 11 quilômetros do centro da vila, o parque criado em fins dos anos 80 ocupa uma área de 330 quilômetros. O cenário perfeito combina cerrado, cachoeiras e cânions, além de pinturas rupestres e formações rochosas que enchem os olhos de ecoturistas e esotéricos. 

As muitas trilhas, desbravadas a pé ou de bike, levam a mirantes naturais que descortinam maciços montanhosos e, em dias claros, avista-se a planície pantaneira e a capital Cuiabá. 


cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda, vista panorâmica e lindos sobrevoos das escandalosas araras vermelhas. Lá embaixo há um poço de águas cristalinas, mas os banhos são proibidos.

Também merece destaque a Cidade de Pedra, emoldurada por rochas pontiagudas que remetem a castelos medievais. As formações espalham-se por cânions que chegam a 350 metros de altura em meio a escarpas também frequentadas pelas araras. A exuberante e variada vegetação do cerrado pode ser apreciada ao longo de todo o passeio.

Quem está com o preparo físico em dia deve incluir no roteiro o trekking em direção ao Morro de São Jerônimo, o mais alto da região, com 836 metros de altitude. São sete horas de caminhada e escalada - ida e volta. O esforço vale a pena levando-se em conta a paisagem panorâmica. 

Vale frisar que o parque tem entrada gratuita, mas todos os passeios necessitam de agendamento e acompanhamento de guias (exceto o mirante do Véu da Noiva).

Fora da reserva também há muitas belezas. Uma das mais encantadoras é a caverna Aroe Jari, uma gigantesca gruta de arenito - 10 metros de altura por 60 metros de largura - com inscrições rupestres. Seu conjunto inclui ainda a Lagoa Azul, de águas transparentes e mergulho proibido. O complexo fica a 46 km da Chapada e também só é acessível com acompanhamento de guia

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Com 20 quilômetros de praias semidesertas, Ilha de Boipeba é um convite ao anonimato
Arte UOL
O difícil acesso é um dos responsáveis por manter em "segredo" esta pérola do litoral baiano. Praticamente intacta, quase selvagem, a Ilha de Boipeba também conta com uma ajudinha da população local, que se empenha em preservar a natureza e orientar o turista a deixar tudo do jeitinho que encontrou, aliás, como sempre foi.

A intervenção do homem é vista com ressalvas. Carros, por exemplo, são terminantemente proibidos, sequer há pontes ligando a ilha ao continente. Os únicos que trafegam por lá são os tratores que fazem a coleta do lixo. Caixas eletrônicos, câmbio de dinheiro ou qualquer coisa que lembre a "civilização" não tem vez nessa pacata ilha.

Ingleses, franceses, alemães, italianos e espanhóis já descobriram há muito tempo o sossego que impera por lá. E voltam ano após ano cada vez mais embasbacados com o mar azul-turquesa e, tão transparente, que provavelmente só no Caribe se encontre algo semelhante.
BOIPEBA
Thaíla Moreira/UOL
A lagosta é um dos pontos altos da gastronomia da ilha
Jotafreitas/Bahiatursa
O vilarejo de Velha Boipeba é o principal da ilha
Jotafreitas/Bahiatursa
Embarcações saem da praia da Boca da Barra
FOTOS DE BOIPEBA
CONHECE A CIDADE?
Boipeba é um reduto de descanso, ideal para quem busca paz e serenidade. Se o agito faz parte de seus planos de viagem, o ideal é ficar na vizinha Morro de São Paulo. Mas a visita a Boipeba é obrigatória. Apenas por ser um dos lugares resistentes a explosão turística do litoral baiano, já valeria à pena. Mas a ilha é um lugar abençoado e há muito que ver por lá.

Durante o dia as piscinas naturais pedem uma visita. Moreré é a praia onde ficam as mais famosas, mas a belíssima praia da Cueira também não deixa por menos. O rio do Inferno é imperdível, principalmente no pôr-do-sol. No mais, um passeio (a pé, claro) pelo vilarejo do século 17 não deixa o visitante em dívida com a simpática população local.

A Ilha de Boipeba pede um turismo de sensações e muita observação. Não há impulso consumista que sobreviva ao clima de "comunidade alternativa" que reina por lá. O segredo é ir com o espírito desprendido, pronto para enfrentar muitas horas de viagem pelo mar para se deparar com um pedacinho do paraíso na terra ao chegar.

GRUPO DE DISCUSSÃO

No UOL

PORTAIS REGIONAIS


Portal de Turismo da Bahia
www.bahia.com.br

Bahiatursa - Empresa de Turismo da Bahia
www.bahiatursa.ba.gov.br

Site da Associação de Moradores e Amigos de Boipeba - Amabo
www.ilhaboipeba.org.br
Portal da Ilha de Boipeba

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Eduardo Vessoni/UOL


Exageradamente histórica, Itu é destino da Rota dos Bandeirantes, no interior paulista

Quatrocentona e tradicional, a cidade de Itu guarda o mesmo vigor da época em que as primeiras discussões republicanas começavam a abalar as estruturas da desgastada Monarquia brasileira. Ruas estreitas de paralelepípedos, casarões coloniais feitos de taipa, belas igrejas barrocas e fazendas, nostalgicamente, históricas fazem do "Berço da República", como o destino é conhecido, um dos mais agradáveis do interior de São Paulo.
Considerada a "Ouro Preto paulista", devido à variedade de templos religiosos, essa cidade, localizada na região do Médio Tietê, começou a escrever a sua história, em 1610.

Era apenas um povoado minúsculo, construído ao redor de uma capela. Logo se tornou vila, mas foram necessários quase dois séculos para que aquele rincão pacato de fazendas e artesãos se tornasse uma cidade de fato, em 1842. Dali para frente, ninguém mais conseguiu segurá-la.

Ganhou o título de cidade mais rica de São Paulo, abrigou barões do café que buscavam alternativas à crise do mercado internacional do açúcar e foi palco das primeiras discussões que dariam novo rumo político ao Brasil, a Proclamação da República.
Histórias não faltam ao visitante que chega a essa região que faz parte da Rota dos Bandeirantes, um circuito histórico-turístico de 180 quilômetros que inclui outras cidades que serviram de passagem para os homens que descobriram o interior do Brasil, como as pacatas Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

No entanto, a fama de Itu vem dos "causos" exagerados sobre supostos objetos imensos encontrados na cidade natal de Simplício, personagem criado pelo comediante ituano Francisco Flaviano de Almeida para um quadro do programa "Praça da Alegria", da extinta TV Tupi.

A praça Padre Miguel, no centro histórico, abriga os objetos mais conhecidos dessa cidade "onde tudo é grande". Um semáforo gigante, um orelhão maior ainda, com sete metros de altura, suvenires de proporções exageradas e até um "pequeno" mascote de 2,15m, que atende pelo nome de "Garotinho de Itu".

Mais adiante, tão pertinho como um "tirinho de espingarda", outra cidade começa a despontar como destino turístico da região: Salto. São tão próximas que a vizinha também pegou gosto em contar histórias e abrigar atrativos de dimensões exageradas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Inspire-se com 11 destinos em alta para 2017

Preparamos uma seleção especial que reúne os destinos “queridinhos” para viajar em 2017! Lugares que proporcionam contato com a natureza, aventura e passeios por cidades diferentes também se apresentam como tendência no mundo (algumas opções ficam na América do Sul), de acordo com pesquisas realizadas por sites de viagem, como o TripAdvisor.

Segundo os rankings mais recentes, divulgados entre outubro e dezembro de 2016, vale a pena se programar para garantir o melhor roteiro por San José del Cabo (México), Jericoacoara (Ceará), Natal (Rio Grande do Norte), Canadá e Colômbia. Aproveite também para curtir a excelente hospedagem e as paisagens paradisíacas em Cuba, destino que acaba de chegar às opções da CVC no Caribe.

Inspire-se com nossa lista e garanta já seu lugar nos destinos que estão em alta para 2017!



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Dolores Roux/UOL


Belgrado, na Sérvia, não se contenta com sua história e se renova com vida noturna agitada

Belgrado é impressionante. A capital sérvia, principal cidade da antiga Iugoslávia, transpira novidade, mudança e personalidade, e surpreende até mesmo os mais viajados. Alguns costumam dizer que se existe Berlim na parte ocidental, há Belgrado no leste da Europa. Em suas ruas há jovens, novas ideias, arte não exposta em museus, galerias, restaurantes, bares à beira-rio e uma vida noturna pulsante e efervescente.
 
A cidade vem sendo descrita como quente, urbana, underground, corajosa e vanguardista por quem a visita. Se durante o dia Belgrado parece calma e agradável, é à noite que sua verdadeira identidade vem à luz. O lugar transpira festas, com bares e baladas para todos os gostos. 
 
Se as atrações turísticas usuais, como museus, monumentos e igrejas, não são tão excepcionais, sua cultura noturna ganha cada vez mais fãs e conquista fama por todo o globo. 
 
Muito diferente da Belgrado que em 1999 foi bombardeada pelas forças da Otan, a mando de Bill Clinton, a capital sérvia não se contenta com sua história e se recria com o que tem. 
 
Os principais albergues e hotéis estão concentrados no centro da cidade e em qualquer canto é possível apreciar pratos com diversos tipos de carne grelhada, típicos da Sérvia.  No Lago Ada Ciganlija, o visitante pode apreciar a vista em cadeiras ao ar livre, como se estivesse na praia. Já na rua Gravila Pincipa, há cafés, bares e todo tipo de comida, principalmente fast-food. 
 
Uma metrópole típica do século 21, para lá de interessante, onde o hype, como sons à la balkan beats, é passado e nada é referência. A não ser a própria transformação da história da cidade de dois milhões de habitantes.