terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Junior Lago/UOL

Tradição alemã faz de Blumenau destino cultural

A cidade de Blumenau, em Santa Catarina, celebra a cerveja e a cultura alemã durante todos os meses do ano. Em outubro, com a primavera a postos, a alegria ganha ares de Carnaval, com duas semanas e meia de duração: tem muita música, dança, bebidas e comidas típicas desfilando na Oktoberfest, a maior festa brasileira da cerveja.
Localizada a 140 km de Florianópolis, numa paisagem de morros de intenso verde, Blumenau foi fundada por imigrantes alemães em 1850. Leva o nome de Hermann Blumenau, que estabeleceu a colônia nas margens do rio Itajaí-Açu. A cultura germânica é a mais visível, em especial na gastronomia e na arquitetura de estilos enxaimel ou alpino, mas também os italianos deixam a sua marca na região desde 1875.
A fórmula das cervejas de fabricação artesanal é cultuada pelos mestres-cervejeiros locais, em especial na observância da Lei de Pureza, a Reinheitsgebot, instituída na Baviera em 1516. Usa-se apenas água, lúpulo, fermento e malte (de cevada ou trigo) para fabricar a cerveja. Em qualquer época do ano, Blumenau se apresenta como uma escola para degustar as diferenças entre as famílias lager e ale, descobrir as graduações de amargor e doçura, aprender que uma cerveja que harmoniza com charutos e defumados será tostada, mas não frutada.
Para acompanhar a bebida, tem aqueles nomes de pronúncia difícil nos cardápios, como knackwurstchen mit sauerkrat und salat (salsichão com chucrute e salada) e pfeffersteak (filé grelhado com molho de pimentas). Felizmente dá para pedir o prato mais típico em língua portuguesa mesmo: marreco recheado.
Equipada para períodos de festas importantes, a rede hoteleira é eficiente. Dois museus se destacam entre as atrações culturais: no Museu da Família Colonial, as vigas de madeira do estilo enxaimel não são apenas decoração nas paredes, como em fachadas estilizadas da Vila Germânica e da rua 15 de Novembro, mas parte de uma estrutura complexa de encaixe e sustentação. No Museu de Ecologia Fritz Muller, o contato é com o legado de um importante pesquisador alemão, naturalizado brasileiro, um dos primeiros a sair em defesa da teoria da evolução de Charles Darwin, com quem ele se correspondia desde o Sul do Brasil.
Pólo da indústria têxtil e de informática, Blumenau incentiva o contato com a natureza em parques como o Spitzkopf, o Parque das Nascentes e o Parque Aquático Recanto dos Anjos, providenciais nos meses abafados do verão. Também são muitos os mirantes para as curvas do rio Itajaí-Açu, que nasce na Serra do Mar e banha 45 cidades antes de encontrar o oceano. A partir de uma enchente do rio, aliás, e da necessidade de arrecadar fundos para os desabrigados, nasceu a Oktoberfest, em 1984, inspirada na festa de Munique. Ao longo dos anos, o bom humor dos moradores inventou para os desfiles engenhocas como a Centopéia, uma bicicleta de vários módulos, e o capachope, capacete que armazena a bebida em garrafas e a leva até a boca do bebedor por finas mangueiras.
Em tempo: em Blumenau, caneco de chope é de estimação, ele fica preso ao corpo por um tirante. Afinal as festas são para dançar, pular, cantar, comer, abraçar, e não para deixar um caneco perdido e sozinho por aí.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Conheça o melhor de Buenos Aires e corra no Circuito das Estações

A Argentina ganhou mais um atrativo além da arquitetura, vida noturna e cultura que já encantam seus visitantes. O país agora também sedia o Circuito das Estações, evento composto por corridas de rua em diferentes cidades, conforme a estação do ano. Com a CVC, operadora de turismo oficial da etapa Verão da disputa, você garante um pacote de viagem completo e exclusivo para a capital argentina – incluindo sua participação no evento.
Você pode escolher entre as modalidades 5km e 10km, incluindo uma massagem relaxante e almoço, ambos depois da prova. Aproveite também para visitar os principais pontos turísticos de Buenos Aires, já que o seu hotel, o Meliá Buenos Aires, fica a 10 minutos de carro do Obelisco, Casa Rosada e Puerto Madero. Depois, você ainda pode aproveitar a estrutura do health club do hotel, para descansar na jacuzzi e relaxar na sauna.
Esta é a melhor forma de aproveitar sua viagem para Buenos Aires, misturando o entretenimento da cidade, o lazer do hotel e uma prática esportiva. Compre hoje seu pacote e garanta sua participação no Circuito das Estações!

Confira as inclusões do roteiro:

✓ Passagem aérea (ida e volta)
✓ Traslado (aeroporto / hotel / aeroporto)
✓ 2 diárias no Meliá Buenos Aires Hotel
✓ Acesso gratuito ao health club do hotel (piscina, sauna, jacuzzi e academia)
✓ Inscrição para a corrida
✓ Traslado ao local da corrida (ida e volta)
✓ Massagem relaxante após a corrida
✓ Almoço no dia da corrida
(com uma bebida não alcoólica)
Aproveite para conhecer a Puente de la Mujer e outros pontos turísticos de Buenos Aires (Crédito: Thinkstock)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Roberto Jayme/UOL

Colonial, cidade goiana de Pirenópolis preserva tradições, cachoeiras e fazendas

Mergulhar nas cachoeiras que se espalham por esta terra maravilhosa é algo irresistível e necessário. O calor é impiedoso e seco, mas a natureza, generosa. O ponto de partida é a cidade de Pirenópolis. No coração do Brasil, ela preserva seu casario colonial, costumes e tradições que remontam ao inicio do século 18.
 
A pé, de mountain bike ou jipe, é possível conhecer o grande elenco de piscinas e quedas d'água cristalinas. E, naturalmente, baixar a voltagem que trazemos das grandes cidades. Para chegar às atrações, o caminho já vale a viagem: a vegetação de arbustos retorcidos, típica do cerrado, serve de moldura. E o solo, rico em depósitos minerais como o cristal de quartzo, brilha ao sol.
 
Não é difícil cruzar com um tamanduá-bandeira ou uma seriema distraída, pois eles fazem parte do cenário. Quando se ouve um canto rouco de pássaro e o mesmo tiver um jeito particularmente desengonçado de voar, pode ter certeza de que é um dos muitos tucanos do pedaço. A flora, apesar de castigada sem trégua pelo sol, resiste bravamente e se descortina numa infinidade de cores, formas e frutos.
 
As descobertas de ouro pelos bandeirantes trouxeram os primeiros colonos à região. Em 1727, surgem as Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte. É chamada de assim porque metade de sua ponte (sobre o rio das Almas) foi levada por uma enchente. Só a partir de 1890, passou a se chamar Pirenópolis, por estar próxima (distante 22 km) da serra dos Pirineus, que abriga o parque estadual de mesmo nome.
 
À exemplo do que aconteceu em outras cidades coloniais brasileiras, depois do apogeu do ciclo minerador do ouro, a cidade entrou em decadência econômica, o que ajudou a preservar casarões e igrejas praticamente intactos. Em 1989, foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e, a partir de 1997, iniciaram-se projetos de restauração nos principais monumentos do centro histórico.
 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017







Santa Cruz


Santa Cruz é uma cidade pequena, localizada 115 km ao sul de San Francisco, mas Santa Cruz Mountains abrange várias cidades da San Francisco Bay Area, a exemplo de San Mateo e Santa Clara, que são zonas declaradas A.V.A (American Viticultural Area).

Em Santa Cruz Mountains está uma das mais aclamadas vinícolas da Califórnia, a Montebello Ridge, que fica logo acima da cidade de Santa Clara. Na região, que também abriga a famosa vinícola Katherine Kennedy of Saratoga, são cultivadas prioritariamente uvas dos tipos cabernet sauvignon, chardonnay, pinot noir e cabernet franc. Vinhos de Santa Cruz podem ter no rótulo as denominações Ben Lomond, Central Coast e San Francisco Bay.

Santa Cruz é cidade de veraneio para muitas famílias californianas. Suas praias, mesmo com as águas frias do Pacífico, são freqüentadas por surfistas durante o ano inteiro. A cidade tem pequenos comércios e alguns bons bares e restaurantes. Reduto hippie, Santa Cruz mantém até hoje a atmosfera despojada dos anos 60.
Arte UOL

Santa Cruz County Conference and Visitors Council
1211 Ocean St, Santa Cruz
Tel: 1 (831) 425-1260
www.santacruzca.org

Associação de Vinicultores de Santa Cruz
www.scmwa.com

Algumas vinícolas de Santa Cruz

Montebello Ridge
17100 Monte Bello Road, Cupertino
Tel: 1 (408) 867-3233
www.ridgewine.com 

Byington
21850 Bear Creek Rd, Los Gatos
Tel: 1 (408) 354-1111
www.byington.com

Katherine Kennedy of Saratoga
13180 Pierce Rd, Saratoga
Tel: 1 (408) 867-4170
www.kathrynkennedywinery.com

David Bruce
21439 Bear Creek Rd, Los Gatos
Tel: 1 (805) 735-5900
www.davidbrucewinery.com

Pedrizzetti Winery
1645 San Pedro Ave, Morgan Hill
Tel: 1 (408) 779-7389
www.pedrizzetti.com

Vine Hill Winery
2300 Jarvis Rd, Santa Cruz
Tel: 1 (831) 427-0436
www.winesofvinehill.com

Storrs Winery
Old Sash Mill, 303 Potrero Street, 35, Santa Cruz
Tel: 1 (831) 458-5030
www.storrswine.com

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Leonid Streliaev/Divulgação

Gramado investe em eventos para atrair visitantes

Principal destino turístico do Rio Grande do Sul, a cidade de Gramado investe na fantasia de suas festas periódicas para atrair os visitantes e fazê-los retornar. A cada ano, surpresas se mesclam à tradição de eventos como o Natal Luz, a Festa da Colônia, o Festival de Cinema e a Chocofest (na Páscoa), quando a cidade “troca de roupa” com a decoração das ruas e convida os turistas a uma programação cultural, gastronômica ou ambas.
Todas as idades se divertem. Em tempos recentes, à fantasia de criaturas mágicas como Papai Noel agregou-se um sonho adulto de consumo: pilotar uma Ferrari. Ou um Porsche, um Lamborghini, automóveis disponíveis para test-drive em distâncias a partir de 8 km. Para 2013 está prevista a inauguração da primeira pista coberta, no Brasil, de esqui na neve.
Gramado fica a 120 km de Porto Alegre, tem cerca de 32.000 habitantes e criou fama de destino romântico graças ao clima frio e à beleza dos jardins de hortênsias azuis. A história da colonização cita portugueses, alemães e italianos, mas para a imagem turística sobressaem as marcas germânicas como a casa bávara da Aldeia do Papai Noel, os pinheiros importados do Lago Negro, as fachadas que imitam o estilo enxaimel da arquitetura.
Na gastronomia, os cafés coloniais, o fundue suíço e os chocolates também ajudaram a caracterizar a cidade como um lugar aconchegante, que dá prazer aos sentidos, sensação de conforto que a rede hoteleira aprimora com lareiras, piscinas térmicas, jardins impecáveis. Tanta organização não começou ontem: a força das festas comunitárias tem mais de 50 anos em Gramado. O Festival de Cinema completou 40 anos em 2012.
Dois parques temáticos inaugurados em anos recentes são o Parque Gaúcho e o Parque Terra Mágica Florybal, este em Canela. O primeiro tem caprichada cenografia das lides do campo em retrospectiva desde o século 17, quando teve início o ciclo da erva-mate, e suas visitas guiadas destacam a relevância de indígenas guaranis e dos tropeiros na formação do Estado.
Quem viaja até Gramado não pode deixar de conhecer também atrações distintas nas redondezas: o Vale dos Vinhedos, a partir de Garibaldi ou Bento Gonçalves, e a região dos cânions em Cambará do Sul.


 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Marcelo Soares/UOL

Cercada por morros, a portuária Valparaíso tem elevadores centenários e espírito boêmio

Uma cidade portuária com casas coloridas e rodeada por 45 cerros (morros), cada um com sua visão particular do Oceano Pacífico. Assim é Valparaíso, patrimônio cultural da humanidade, aquele velho título da Unesco para cidades charmosas e com história nas fachadas de suas casas. Seus elevadores centenários, que facilitam a subida em alguns desses morros, suas construções antigas e o espírito alegre e boêmio de seu povo encantam qualquer turista. Suas ruas, estreitas e cheias de beleza, são um convite para andar sem preocupação, sempre com uma câmera em punho para registrar o colorido da cidade.
 
As vocações para pesca e atividades portuárias fazem de Valparaíso a capital da 5ª Região --que corresponde aos Estados brasileiros. Está 118 km a noroeste de Santiago. Não consta uma data oficial de fundação da cidade, mas acredita-se que tenha sido descoberta pelo explorador espanhol Juan de Saavedra em 1536. De uma cidade com população inexpressiva no período colonial, Valparaíso chegou a 300 mil habitantes e se tornou o principal porto do país.
 
Sem contrastar com edifícios modernos, praticamente inexistentes, as construções em estilo neoclássico e art noveau conferem a Valparaíso uma aparência de cidade do século 19. Algumas dessas construções estão em péssimo estado de conservação, mas nem por isso perdem seu charme. O turista tem a impressão de estar em outra época.
 
Os "ascensores", espécie de elevadores que levam os transeuntes para os muitos cerros, conferem este clima de cidade de época, sem dúvida uma característica particular do local. A cidade conta com monumentos dedicados aos heróis da guerra do Pacífico, entre Chile e Peru, que tinha a Bolívia como aliada, no século 19. A Plaza Sotomayor reúne, além do belíssimo prédio da Armada de Chile, o Monumento a los Héroes de Iquique (batalha final da guerra). Há ainda o Museo Naval y Marítimo no Cerro Artillería, que demonstra que o tom ufanista ainda persiste quando se trata de relembrar assuntos relacionados à fronteira com seus vizinhos. É também sede do Congresso Nacional do país desde 1980.
 
A cidade apresenta ainda novidades na parte da orla marítima, com pontos revitalizados. Trata-se do Paseo Wheel Wright --uma espécie de calçadão com ciclovia e pequenos diques funcionando como mirantes para transeuntes-- e o Muelle Barón, espaço novo de lazer e descanso em Valparaíso, com direito a mais um mirante da cidade, só que na parte plana. Ali perto há ainda o Mercado Cardonal, belo por fora e por dentro. O local abastece a cidade de frutas, verduras, carnes, pescados e outras iguarias locais. É também ponto de gastronomia por servir pratos de mariscos, culinária bastante comum por lá.
 
A pouco menos de 100 km de Valparaíso, há ainda a praia de Isla Negra, onde fica uma das famosas casas do poeta chileno e prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda (1904-1973). Além de estar fora da cidade, a casa talvez seja a que mais simboliza o imaginário do escritor por conta da quantidade de objetos dele depositados ali. Se você tiver tempo e for verão, vá à praia em frente à casa após a visita. Sinta um pouco da água gelada do pacífico e o barulho das ondas do mar soar nas rochas negras que ficam na beira.
 
Valparaíso reúne muitos universitários, o que explica um pouco o seu clima boêmio e a sua efervescência cultural. Discotecas e bares se espalham pela parte mais antiga da cidade, principalmente nas calles Blanco, Errázuriz e na subida Ecuador. O Museo al Cielo Abierto e La Sebastiana --casa de Neruda em um dos pontos mais privilegiados da cidade-- talvez sejam os locais que traduzem de forma mais poética Valparaíso, que parece ter um ar de cidade latina à beira do mediterrâneo. Sim, o clima lá é mediterrânico: a oscilação de temperatura na cidade durante o ano é alta. No verão, oscila entre 12°C e 30°C; no inverno, de 5°C a 15°C. No entanto, os ventos em Valparaíso são fortes e frios. Leve agasalho em qualquer parte do ano.
 
Passear por suas ruelas, observar seus grafites nos muros e paredes antigas e reparar no ritmo caótico de suas casas e de seu trânsito talvez sejam as melhores formas de traduzir a poesia desta cidade portuária.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Getty Images/iStockphoto

História e cinema misturam-se nas ruas da Filadélfia

Filadélfia, no Estado da Pensilvânia, é o símbolo norte-americano do patriotismo, encenado em Hollywood por bandeiras na janela e pessoas emocionadas com o hino nacional.
A cidade foi muito importante no século 18 para que a nação obtivesse sua independência da Grã-Bretanha e até os dias de hoje continua sendo um dos pontos mais fundamentais para economia dos Estados Unidos.
Sua população tem a sorte de poder desfrutar de grandes parques e museus. Além de ter uma bela arquitetura e uma agitada vida cultural, a Filadélfia também é referência pop em um dos clássicos do cinema americano. Foi lá em que foi filmada a famosa cena da escadaria na franquia "Rocky", de Sylvester Stallone. A cena se passa na frente do Museu de Arte e é um dos pontos turísticos mais visitados. O filme "O Sexto Sentido" também usou a cidade como locação.
A Filadélfia, porém, é muito mais fascinante do que apenas uma escadaria e filmes de quem "vê gente morta". Os símbolos da luta dos EUA pela independência estão espalhados por toda a região. O Liberty Bell, um sino rachado que se tornou representante do combate contra as forças britânicas, e o Independence Hall, local onde foi assinada a declaração de independência americana, são alguns dos pontos históricos abertos para visitação de turistas.
A cidade também é acolhedora aos seus visitantes. Existem boas opções de hospedagem e se locomover por suas ruas e bairros históricos é uma tarefa bem simples. Apesar de sua enorme relevância histórica, a Filadélfia é tranquila, com um clima que lembra uma pacata e rica cidade no interior.
Se aprender mais sobre a história dos EUA está em seus planos, não esqueça de dar uma passadinha na Filadélfia, onde dias agradáveis estão garantidos. Você não irá se decepcionar.