segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Seguro-viagem: entenda as vantagens e escolha a melhor opção!


O seguro-viagem te ajuda em qualquer contratempo, da mala perdida a problemas de saúde (Crédito: Thinkstock)
Viagem de férias definitivamente não combina com imprevistos. Por esse motivo, contratar um seguro-viagem é a maneira mais prática e garantida de evitar gastos excessivos e estresses com problemas como extravio de bagagem ou documentos, acidentes ou indisposição repentina de saúde.
É um erro considerar o seguro-viagem um luxo e logo cortá-lo do orçamento. Existem vários tipos de coberturas e diferentes serviços em cada plano. Além do internacional, também é possível contratar para destinos nacionais, viagens de cruzeiros e intercâmbios. Se o seu destino é Europa, fique atento! Em lugares como França, Itália, Alemanha e Portugal só é possível entrar com esta documentação.
Separamos um guia rápido para você entender como este serviço funciona e como escolher a melhor opção para sua viagem. Confira!

O que é o seguro-viagem?

O seguro-viagem é uma proteção para imprevistos. Este serviço é pago, cobrado por dia ou diárias, e te ajuda a não se preocupar com gastos em dólares ou euros para ser atendido por um médico em outro país, por exemplo. Nesse caso você não precisa pagar a conta do hospital na hora, pois as despesas serão cobertas pelo seguro. Se precisar localizar uma bagagem, este auxílio também pode estar incluso na cobertura. Há vários tipos de planos e preços, e na Europa é obrigatório comprovar que há um seguro contratado para entrar em mais de 20 países.

Para que serve o seguro-viagem?

Você só deve acionar o serviço se precisar de atendimento médico ou auxílio em casos de acidentes, extravio de bagagens, perda de documentos pessoais ou ajuda para se reorganizar se houver alterações em horários e datas de voos. Tudo depende do destino e do que você incluir na cobertura. Com o seguro-viagem você não estará sozinho para lidar com qualquer dificuldade que possa impactar negativamente o seu roteiro.

Quais os tipos de seguro-viagem?

As coberturas mais comuns incluem despesas médicas, situação de morte e reembolsos por extravio das malas ou bagagem danificada. Você pode se planejar para obter planos mais completos, com facilidades para cancelamento de viagem, cobertura para doenças preexistentes, passagens aéreas para familiares, assistência jurídica ou até prorrogação de estadia. A principal mudança em cada tipo de plano é o valor do reembolso.

Como funciona?

Em grande parte dos casos você precisa apenas assinar documentos referentes ao seu seguro-viagem no dia em que for atendido. Nos casos de problemas de saúde, você pode acionar o seguro para ser encaminhado para o hospital mais próximo ou receber o médico no hotel, por exemplo. Se precisar comprar medicamentos ou tiver problemas com bagagens você pode preencher a solicitação de reembolso após a viagem para não ficar no prejuízo.

Onde o seguro-viagem é obrigatório?

Além dos cuidados com passaporte e visto nas viagens internacionais, a entrada em 27 países europeus exige um seguro-viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Para saber se é obrigatório na sua viagem, consulte se você vai passar pelos países integrantes do acordo Schengen, que são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Islândia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Suécia e Suíça. No caso de intercâmbio, a Austrália exige um seguro-saúde, que garante acesso ao sistema de saúde público australiano.

Seguro-viagem internacional

Para ter certeza se determinada cobertura é eficiente, pesquise os custos de um atendimento médico na moeda local no país de destino. Os Estados Unidos, por exemplo, costuma ter custos mais altos em saúde, se comparado ao mesmo serviço no Brasil. Entre os seguros disponíveis no mercado, os custos com saúde podem ter cobertura de 40 mil a 1 milhão de dólares. Na hora de comparar preços, muitas vezes a diferença de valor mais alta pode compensar, principalmente em casos específicos, como acidentes durante a prática de esportes radicais.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Eduardo Vessoni/UOL

Tranquila e poética, Puerto Varas tem lagos, vulcões e parques

Cidade chilena localizada na Décima Região, Puerto Varas observa, sem pressa, o vai e vem tranquilo de barcos e botes que deslizam as águas azuladas que tocam suave as margens da cidade. Descansa com vistas para o Llanquihue. É pretexto para entender a origem do nome da região, onde está localizada, a dos lagos.
 
Orgulhosa das marcas deixadas pelos imigrantes alemães que a ergueram, a partir de 1852, a tradicional Puerto Varas também é poesia, sobretudo quando se enche de flores, nos meses da primavera, o que lhe garante o título de "Cidade das Rosas".
 
Entre ela e sua vizinha Puerto Montt, capital da Região dos Lagos, está o vulcão Osorno, símbolo natural que pode ser visto destes dois destinos mais visitados no país e que parece conectá-los.
 
Puerto Varas tem boa infraestrutura de hospedagem, com opções que vão desde albergues a hotéis butiques, e uma gastronomia rica, com pratos preparados com ingredientes extraídos das águas da região. 
 


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Praia do Forte é marcada por resorts sofisticados, praias tranquilas e respeito à natureza
Parece improvável que um lugar possa reunir um ambiente bucólico e aconchegante para quem deseja relaxar, lojas de grife, campos de golfe e hotéis de luxo e ao mesmo tempo preservar a natureza com o devido respeito e atenção que ela merece. Mas isso existe aqui mesmo no Brasil: a Praia do Forte.

A cidade é considerada a "Polinésia brasileira". Com 12 quilômetros de praias de areia branquíssima, águas límpidas e cristalinas, piscinas naturais e enormes coqueiros à beira mar, o local é quase a visão idealizada que se faz do arquipélago do Pacífico Sul. E bem ali, a pouco mais de 50 quilômetros de Salvador.

Muito antes de se tornar moda, a consciência ambiental e as construções ecológicas já cresciam nesse refúgio baiano. Ao contrário das preocupações atuais, lá não se explorou para começar a preservar. O pensamento de que a natureza faz parte da vida cotidiana está enraizado no povo.

O rústico e o luxuoso convivem harmonicamente. Aliás, quem chega é que deve se ajustar às normas locais. As placas de madeira ou pedra e o chão de terra estão lá para mostrar que a pequena população, em grande parte de pescadores, apesar de ter adotado o turismo como meio de vida, não abre mão de permanecer simples.

Foi na Praia do Forte que nasceu a primeira base do Projeto Tamar, em 1982. Atualmente são mais de vinte unidades espalhadas pelo litoral brasileiro. E lá até hoje as tartarugas continuam se reproduzindo, com a ajuda de biólogos, da população e até dos resorts que são erguidos rente a praia, mas que jamais ousam adentrar o território dos quelônios. Outro reduto de preservação ambiental é a Reserva Ecológica Sapiranga, do outro lado da estrada.

Apesar de ter litoral tranquilo, a Praia do Forte também recebe bem os adeptos de emoções mais intensas, como o rafting, a tirolesa, os passeios de quadriciclo e o parasail (espécie de paraquedas puxado por uma lancha).

Com belezas naturais de encher os olhos, os baianos da Praia do Forte só querem que as coisas continuem assim, do jeitinho que são. E exigem dos turistas que apreciem, divulguem, e não levem de lá mais do que boas fotos e lembranças.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Vai viajar com seu pet? Confira as regras para embarcar no avião

Viajar e levar o animal de estimação da família está cada vez mais comum. Seja por não ter com quem deixar ou para que a saudade não estrague as férias, muitas pessoas optam por levar seus pets na viagem. Mas para isso é preciso observar algumas regras importantes, especialmente quando o trajeto for feito de avião.
De acordo com as normas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o transporte de animais é cobrado à parte e o dono precisa reservar a passagem de seu bichinho com antecedência, já que muitos voos limitam o número de animais a ser transportados.
Cada companhia tem suas próprias regras quanto ao transporte, mas de modo geral o custo adicional é normalmente calculado com base no peso do animal mais caixa de transporte e no preço cheio da passagem. Também consulte sobre a necessidade de focinheira no aeroporto e durante o voo.
Viajar de avião com bichos de estimação está cada vez mais comum (Crédito: Thinkstock)

Pode viajar na cabine?

É possível levar seu pet na cabine, mas isso vai depender das regras da companhia. Geralmente o que se leva em conta são as dimensões e o peso da caixa de transporte. Mas, caso o seu amigo não possa ficar na cabine, não se preocupe! Os compartimentos de carga são pressurizados e têm a temperatura controlada, proporcionando conforto para os animais.
No entanto, é importante observar que algumas companhias aéreas não transportam animais de focinho curto (braquicefálicos), como o pug e o pitbull. Estas raças não se dão bem com variações grandes de temperatura, podendo ter graves problemas de saúde durante a viagem.
Os animais devem ser transportados em caixas de transportes adequadas para seu tamanho e peso (Crédito: Thinkstock)

Caixa de transporte

Item mais importante na hora de planejar a viagem, a caixa de transporte (que sempre é fornecida pelo cliente), deve cumprir requisitos mínimos de conforto e segurança. As dimensões devem permitir que o animal fique de pé e dê um giro de 360° (volta completa ao redor de si mesmo). O material deve ser rígido, resistente a impactos e a eventuais fugas. Devem ter aberturas de ventilação e o material do piso deve absorver ou conter fezes e urina. Por último, a caixa precisa ter identificação com nome, endereço e telefone do proprietário.
Companhias aéreas costumam cobrar taxa extra para o transporte de animais (Crédito: Thinkstock)

Documentação

Os documentos para garantir a segurança de passageiros e animal devem ser emitidos por médico veterinário registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária do local de origem do animal. Para viagens nacionais, a Anac exige carteira de vacinação atualizada, além de tratamento com vermífugo.
Para viagem internacional, é obrigatório o Certificado Zoossanitário Internacional emitido por um médico veterinário do Ministério da Agricultura, que fica nos aeroportos internacionais. Caso o animal seja silvestre, é necessária a autorização emitida pelo Ibama. Em tempo: Sempre consulte as exigências do país de destino.

Cães-guia

No caso dos cães-guia, o transporte é feito com coleira ao lado do dono, na primeira fileira. É necessário informar a companhia aérea com antecedência e apresentar a documentação do animal e atestado médico do passageiro, comprovando a necessidade do cão junto ao dono.
Agora que você já sabe tudo sobre viajar de avião com seu bichinho, leia também nossa matéria sobre os hotéis pet-friendly!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Agetur

Para quem gosta de água, Caldas Novas e Rio Quente são os destinos ideais

Não importa se a procura é por tranquilidade ou aventura, se é criança ou já está na terceira idade, para se divertir em Rio Quente e Caldas Novas só há um pré-requisito: gostar de água. Ela é a maior atração da região e não é à-toa, já que nasce com a agradável temperatura de 37,5°, além de ter propriedades terapêuticas e medicinais.
O médico dr. Ciro Palmerston percebeu o potencial daquelas águas e fundou em 1964 a Pousada do Rio Quente. Hoje o complexo conhecido como Rio Quente Resorts conta com seis hotéis, que juntos somam 1119 quartos, dois parques aquáticos (o Parque das Fontes e o Hot Park), seis toboáguas, 19 piscinas, e a Praia do Cerrado (com direito a areias e ondas de até 1,20 m). É o maior e mais visitado da região, com mais de um milhão de hóspedes por ano.
A 27km dali, Caldas Novas também bebe da mesma fonte. É difícil encontrar na cidade hotéis que não tenha sua própria piscina, escorregador e toboágua abastecidos pelas cálidas nascentes.
Juntas as duas cidades formam a maior estância hidrotermal do mundo, isso graças à proximidade do curso dos lençóis freáticos com as camadas internas da terra, que aquece e pressuriza a água. São aproximadamente 6.228.000 litros por hora, ou quase 150 milhões de litros de água quente por dia.
Com tanta água, a fome é questão de tempo. Não faltam opções para encher a barriga, seja ficando em um dos bares molhados na beira da piscina, ou nos restaurantes dos hotéis ou da bem estruturada cidade de Caldas Novas.
A vida fora d’água também envolve um passeio no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, criado em 1970 para proteger os valiosos mananciais que abriga. Pertinho do centro da cidade, abriga tucanos, pica-paus, o urubu-rei, siriemas, tatus e até o lobo-guará. Do mirante, na parte mais alta, há uma bela vista da cidade e seus parques termais, pra quem já ficou com saudade da água, trilhas sinalizadas levam a duas cachoeiras, mas dessa vez geladas.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

História e cinema misturam-se nas ruas da Filadélfia

Filadélfia, no Estado da Pensilvânia, é o símbolo norte-americano do patriotismo, encenado em Hollywood por bandeiras na janela e pessoas emocionadas com o hino nacional.
A cidade foi muito importante no século 18 para que a nação obtivesse sua independência da Grã-Bretanha e até os dias de hoje continua sendo um dos pontos mais fundamentais para economia dos Estados Unidos.
Sua população tem a sorte de poder desfrutar de grandes parques e museus. Além de ter uma bela arquitetura e uma agitada vida cultural, a Filadélfia também é referência pop em um dos clássicos do cinema americano. Foi lá em que foi filmada a famosa cena da escadaria na franquia "Rocky", de Sylvester Stallone. A cena se passa na frente do Museu de Arte e é um dos pontos turísticos mais visitados. O filme "O Sexto Sentido" também usou a cidade como locação.
A Filadélfia, porém, é muito mais fascinante do que apenas uma escadaria e filmes de quem "vê gente morta". Os símbolos da luta dos EUA pela independência estão espalhados por toda a região. O Liberty Bell, um sino rachado que se tornou representante do combate contra as forças britânicas, e o Independence Hall, local onde foi assinada a declaração de independência americana, são alguns dos pontos históricos abertos para visitação de turistas.
A cidade também é acolhedora aos seus visitantes. Existem boas opções de hospedagem e se locomover por suas ruas e bairros históricos é uma tarefa bem simples. Apesar de sua enorme relevância histórica, a Filadélfia é tranquila, com um clima que lembra uma pacata e rica cidade no interior.
Se aprender mais sobre a história dos EUA está em seus planos, não esqueça de dar uma passadinha na Filadélfia, onde dias agradáveis estão garantidos. Você não irá se decepcionar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Dos imponentes boulevards às ruelas mais escondidas, descubra o charme de Paris

Não é apenas de cartões-postais que vive Paris. Mesmo sendo um dos principais destinos turísticos do mundo, a cidade ainda conserva um charme discreto, com seus pequenos segredos que podem ser encontrados tanto nos imponentes boulevardsquanto nas ruelas mais escondidas. O Museu do Louvre, o Centro Georges Pompidou, o Museu Rodin, todos os quase 150 museus da cidade não são os únicos a contar a sua história. Conhecer Paris é encontrar aquele bistrot escondido no final da próxima travessa à esquerda, é descobrir uma loja de antiguidades tão antiga quanto a memória de seus objetos, é visitar um, dois, três bares de vinhos, uma pequena igreja numa pequena praça, se deparar com uma fanfarra tocando na saída daquela estação onde você chegou sem querer, depois de se perder nas baldeações entres as 14 linhas de metrô. Paris é convidativa aos pedestres, às caminhadas, às descobertas de suas minúcias carregadas de vida e história.

A cidade-luz tem uma luz que é só dela. Luz que atravessa os vitrais da Notre Dame e aquece a charmosa arquitetura das margens do rio Sena. O sol transversal que faz brilhar o bege dos prédios haussmanianos e ilumina as telas de artistas como Monet, Cézanne e Van Gogh, que retrataram a beleza das ruas de Paris. Só não confie no verão francês. O calor intenso dura alguns poucos dias, e o resto do ano tem o tom cinzento do inverno europeu. O que não é menos charmoso.

Paris tem o cheiro da baguette. Mas tem também as ostras do mediterrâneo, os crepes bretões, o foie gras do sudoeste, os queijos de cabra de Savoie. É a terra dos singelos prazeres, como degustar uma tarde de sol e um vinho rosé no terraço de um bar emMontmartre, beliscando escargots. Sim, a vida aqui parece um filme.

Um filme surrealista, por vezes. A aristocracia tradicional divide os 105 km2 da área da cidade com estudantes estrangeiros, imigrantes vindos de ex-colônias francesas, europeus do leste, do oeste, chineses, além dos muitos franceses que resolvem fazer a vida na cidade grande. Capital de um país governado há 16 anos pelos conservadores, Paris, com cerca de 2,2 milhões de habitantes (mais de 11 milhões na região metropolitana), continua recebendo um alto número de estrangeiros que vêm aproveitar dos benefícios do Estado, apesar das políticas desenvolvidas nos últimos anos para conter a imigração. De uma maneira desajeitada, um pouco a contragosto, Paris abriga a diversidade.

E Paris dorme cedo. Paris come bem. Paris fala inglês, mesmo se seu sotaque varia entre o charmoso e o incompreensível. Guardada no coração de muitos como a cidade mais bonita do mundo, o berço da cultura ocidental é passagem indispensável para quem viaja pela Europa.