terça-feira, 30 de maio de 2017

Nascida durante o Ciclo do Ouro, Vila Boa de Goiás foi capital do estado até 1937. O título foi embora, mas a pequena cidade - hoje Goiás - preserva a arquitetura colonial que se espalha por ruelas sinuosas calçadas em pedra e seus costumes. Entre eles estão a religiosidade, os doces caseiros e o dom de fazer o tempo passar lentamente. Não por acaso, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2001.

Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha -
Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha - Foto: Silvio Quirino - Goiás Turismo
A Casa de Cora Coralina está como a poetisa deixou, com seus livros, cartas, vestidos e tachos de cobre
Cortada pelo rio Vermelho e cercada de colinas, a cidade é repleta de detalhes, tão bem retratados pela filha mais ilustre, a poetisa Cora Coralina. A casa de Cora, aliás, é um dos cenários mais visitados. Lá estão seus vestidos, seus chinelos e seus tachos, do mesmo modo que ela deixou, ao morrer em 1985. Sua essência também está ali, através de seus livros, cartas, fotos e máquina de escrever.

A poetisa deixou ainda outro legado. Doceira de mão cheia, passou suas receitas adiante para as quituteiras locais, para a alegria dos turistas! Nas casas de dona Zilda, Doris, Divina... tem limõezinhos-galegos recheados com doce de leite, rosas de coco, casquinha de laranja cristalizada e pastelinho, uma massa assada com recheio de doce de leite.

Para queimar as calorias, a dica é circular pelo Centro Histórico, onde estão pérolas como a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, hoje Museu de Arte Sacra, o Museu das Bandeiras e o chafariz de Cauda, construído em 1778. 

Também o Espaço Cultural Goiandira Aires do Couto fica na área. O ambiente abriga as obras da artista, prima de Cora. São dezenas de quadros feitos com areia colorida retirada da Serra Dourada e pintados com a ponta dos dedos, sempre retratando a cidade.

O maior evento de Goiás é a Procissão do Fogaréu, que acontece na Semana Santa. As luzes das ruas são apagadas e, munidos de tochas, os farricocos - encapuzados que representam os soldados romanos - seguem da Igreja da Boa Morte até as escadarias da Igreja de São Francisco. A cerimônia, que simboliza a prisão de Cristo, é acompanhada pelo som de tambores e de um coral em latim.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Brindes ao Dia do Vinho

Comemorações acontecem de 19/05 a 04/06 em cidades do Rio Grande do Sul


Brindes ao Dia do Vinho

O dia "oficial" do vinho é 05 de junho, mas as comemorações e os brindes começam bem antes no Rio Grande do Sul - dia 19 de maio! No período, vinícolas, hotéis e restaurantes oferecem promoções tentadoras. E ainda tem a intensa programação cultural e gastronômica, com direito a mini cursos, exposições, degustações, harmonizações... A data é comemorada em 20  cidades do estado, entre elas, Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul

No calendário do evento de 2017 há atrações para todos os gostos – de distribuição de polenta de 800 quilos em Monte Belo do Sul; a apresentações de orquestra de sopros, trupes de circo e city tour a bordo de carros antigos em Veranópolis. E tome harmonizações de espumantes em Garibaldi e de vinhos de guarda em Bento Gonçalves.  

Pela primeira vez, o evento será brindado com uma cavalgada pelos vinhedos da Vinícola Peruzzo, em Bagé. O programa inclui, além do passeio, um almoço à base de cordeiro harmonizado com os melhores vinhos produzidos na casa. E, sucesso no ano passado, as feiras de vinho em praças e ruas acontecem novamente em Farroupilha e Caxias do Sul. Saúde!  

A programação completa está na página do Dia do Vinho

Fotos
Divulgação Spa do Vinho (lareira)
Divulgação Don Giovanni (bordalesas)
Divulgação Dal Pizzol (garrafas)


terça-feira, 16 de maio de 2017

48 horas em Calhetas & Carneiros (PE)

48 horas em Calhetas & Carneiros (PE)

Que o Nordeste é cheio de praias maravilhosas todo mundo sabe, mas a boa notícia é que existem pequenos paraísos que podem ser visitados junto aos já tradicionais destinos. Se você tem 48 horas para se divertir, Calhetas, em Cabo de Santo Agostinho; e Carneiros, em Tamandaré, podem ser ótimas escolhas nos arredores de Recife. 

Sábado
Manhã
Localizada a uma hora e meia de Recife, dá para chegar e percorrer as ruas estreitinhas, com lojinhas de artesanatos e até uma casa de pau a pique (tem que deixar o carro e seguir a pé), que te levam até o famoso bar do Artur. Ele fica no topo, de frente para o mar, e ostenta como decoração das paredes, fotos dos visitantes ilustres. 

De dentro do bar se tem uma vista geral da praia e você consegue ter uma ideia do porquê Calhetas se tornou parada obrigatória para quem visita a região. É lindíssima. 

Com seus 150 metros de areia, a praia é pequena, rodeada de coqueiros e já dentro d´água você acaba se acostumando a dividir espaço com barcos e pescadores.  A água é morna, boa pro banho; e transparente, boa para quem é curioso pelo que se passa debaixo d´água fazendo mergulho. Se já pratica, o dia pode ser bem divertido. Se a sua praia for mais um céu, tem tirolesa pertinho da praia. 

Tarde
Recomendo para o almoço o bar O Guaiamum. Logo na entrada, no salão principal, há viveiro de guaiamuns pra você escolher qual vai comer. A comida é boa, bem servida e por preços razoáveis, um ótimo custo-benefício. 

Os bares ao redor também ficam cheios, principalmente de quem gosta de bater um papo e tomar uma cerveja esperando o fim da tarde. Mas fique atento ao horário que o sol se põe, porque ele chega rápido e, sem perceber, você estará no meio da escuridão. 

Noite
É tudo bem rústico. Para quem quiser passar a noite, há pousadas que ficam bem perto da praia, mas só faça essa escolha se não quiser agitação, caso contrário, uma opção é voltar para Recife e pensar no destino do outro dia.   

Domingo
Manhã
Para as próximas 24 horas, o destino é a praia dos Carneiros. O acesso de carro é meio estranho, parece que não chega nunca! A cidade é Tamandaré e existem algumas praias divididas, uma na sequência da outra. 

São pequenos trechos - entre eles, Carneiros - que você pode escolher para entrar. Vale lembrar aqui que é uma área fechada, então, é preciso pagar estacionamento para entrar. Os bares são bem grandes e os funcionários gentis, ótima estratégia para justificar os preços salgados dos cardápios. 

Da estrada não é possível ter uma visão da praia, então, quando finalmente se chega na areia, descobre-se que é merecida a fama de Carneiros como uma das belas praias do Brasil.  

Para aproveitar a manhã, basta deitar na areia de frente para o mar e curtir o visual, que eu garanto, não enjoa. Também é possível fazer uma caminhada até à igrejinha de São Benedito - quem costuma pesquisar lugares para visitar antes de viajar, certamente já viu fotos dela quando digita “Praia de Carneiros” na internet. Mas vale muito ver ao vivo, porque ela tem o charme de contrastar com o mar. 

Mas existe uma outra atividade bem interessante, que é pegar um catamarã e conhecer mais coisas no mar. Em dias de semana, não é necessário reservar com antecedência, o passeio é vendido ali mesmo, na hora. O tour inclui uma breve parada no mangue onde é possível descer e encontrar vários caranguejos correndo para se esconder no meio da vegetação. Tem também o famoso banho de argila que eu bem recomendo já que, segundo dizem, rejuvenesce. 

A embarcação também passa em frente á igrejinha e, por fim, te leva para um banco de areia onde é possível descer e mergulhar um pouco, mas somente se a maré estiver propícia. E é importante ficar atento porque ela sobe muito rápido. 

Tarde
O passeio cansa um pouco por causa do sol, por isso, assim que você volta para a areia, está liberado para relaxar, tomar uma bebida e aproveitar para almoçar. Para quem gosta de se bronzear, tem cadeiras por toda a praia e você pode ficar curtindo a paisagens até o fim da tarde, quando o sol desaparece no horizonte. 

Noite
À noite em Carneiros não tem muita coisa para fazer, mas se quiser passear, vá para Tamandaré. Lá você vai encontrar uma pizzaria, dar uma volta para ver os artesanatos na praça central e curtir esse restinho de noite já pensando em qual será o próximo destino. 

Fotos
Pedro Guilherme - Calhetas (Pôr do sol e Praia)
Juliana Zorzato - Carneiros (Mangue e Catamarã)
Fernanda Lisboa - Carneiros (Igreja de São Benedito)





terça-feira, 2 de maio de 2017

As lembranças dos tempos áureos do café estão preservadas em Vassouras, conhecida no século 19 como a Cidade dos Barões. No Centro, a pracinha principal é emoldurada por construções coloniais que abrigaram a Casa de Câmara e Cadeia (1849), a residência do Barão de Ribeirão (1860) e a Casa de Cultura (1844). 

O adro da igreja é palco para as encenações que contam a história do Império nos sábados pela manhã
Também a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1846, faz parte do cenário. O adro da igreja, aliás, é palco para as encenações que contam a história do Império nos sábados pela manhã, quando artistas se vestem de escravos, barões, baronesas... Ainda no Centro, não deixe de visitar o Museu Casa da Hera, uma chácara com objetos de época, como um piano francês de 1856.   

A história continua na área rural, através das fazendas onde era produzido o "ouro verde". Muitas estão abertas à visitação - com direito à lanche típico -, mediante agendamento prévio. 

Merece destaque a Cachoeira Grande, de 1820, repleta de relíquias. Antigo lar do Barão de Vassouras, um dos maiores produtores de café do Vale, fazenda teve a casa a principal totalmente reformada respeitando o formato original, abrigando hoje um museu de peças antigas. No final da visita, um cafezinho acompanhado de pão de queijo, bolo ou biscoitos caseiros fazem parte do programa!

Já a Cachoeira do Mato Dentro (1874) exibe na sala de jantar a mesa original, com capacidade para 40 pessoas. A Secretário faz o estilo neoclássico, com pinturas de 1830 nas paredes. Na Santa Eufrásia, também de 1830, é a única fazenda particular tombada pelo IPHAN no Vale do Café. É uma das construções históricas mais importantes da área, que conta com belo e extenso gramado na parte de frente da casa. 

E por falar em Eufrásia, o Mara Palace Hotel, no Centro, realiza o Chá com Eufrásia, aberto ao público. Na ocasião, o salão ganha ambientação ao estilo belle epoque e, para acompanhar as delícias do cardápio, regado a rabanadas e brioches, poesia de cordel e violão clássico.

Páscoa tem gosto especial no Vale do Café (RJ): Espaço reúne Chafariz Monumental  e Matriz de Nossa da Conceição -
Páscoa tem gosto especial no Vale do Café (RJ): Espaço reúne Chafariz Monumental e Matriz de Nossa da Conceição - Foto: Plínio Bordin - Embratur
Em julho, as construções urbanas e rurais tornam-se palco para o Festival do Vale do Café. O evento tem intensa programação musical, com ritmos que vão do clássico ao samba, passando pelo chorinho e bossa-nova. Há apresentações também nas praças, igrejas e fazendas das cidades vizinhas, como Barra do Piraí, Valença, Piraí e Mendes.

Entre Vassouras e Paulo de Frontin, no distrito de Sacra Família, fica o Jardim Uaná Etê. O espaço, cercado de mata Atlântica e repleto de bosques, gramados, deques, mirantes naturais, trilhas e lindos recantos, merece uma demorada visita, com direito a caminhadas guiadas pelas 
trilhas, piqueniques, concertos, escalda-pés, massagem, meditação, yoga.... Vale a pena ficar atento ao calendário de atividades!