terça-feira, 28 de março de 2017

O título de Ilha da Magia atribuído à Florianópolis faz cada vez mais sentido. Capaz de reunir natureza e patrimônio histórico preservados com infraestrutura de cidade grande, a capital enfeitiça tanto os turistas que muitos acabam voltando... para ficar. Desde 2000, a população da cidade aumentou 35%. Também aumentou o número de carros, etc... Porém, junto com eles, chegaram novas e ótimas ofertas gastronômicas, glamour de sobra e intervenções para melhorar o trânsito (apesar de, na alta temporada, não ter viaduto, túnel ou ponte que dê jeito nos congestionamentos). 

São apenas 436,5 quilômetros quadrados, porém, capazes de abrigar praias paradisíacas, lagoas, dunas, trilhas em meio à Mata Atlântica, casario colonial, sítios arqueológicos, boates concorridas e restaurantes estrelados. Haja encantos!

Os grandes atrativos de Floripa são as praias que dizem, chegam a cem. Em cada região, uma peculiaridade – no Leste, onde estão Mole e Joaquina, surf e paquera são as marcas registradas. 

Ao Norte, a badalação dos paradores de Jurerê atrai jovens dia e noite. Já as praias do Sul são as mais rústicas e têm como cartão-postal a intocada Lagoinha do Leste.

No quesito esportes, a ilha não é privilégio exclusivo dos surfistas. Generosa, incentiva à prática de muitos atividades dentro e fora d´água, como sandboard – descida de dunas em prancha de madeira -, windsurf, kitesurf e trekking.
Colonizada por imigrantes açorianos, a capital mantém em suas pequenas vilas as manifestações culturais e religiosas trazidas pelos portugueses. 

Nos povoados de Ribeirão da Ilha e de Santo Antônio de Lisboa as heranças estão preservadas ainda na arquitetura, no artesanato em cerâmica e renda e na culinária, à base de ostras produzidas na região.

Falando em frutos do mar, eles chegam fresquinhos também às mesas dos restaurantes espalhados pela Lagoa da Conceição, no Centro da ilha. Por lá, concentram-se também a maioria dos bares, boates e cafés, garantindo burburinho e agito noturno o ano inteiro.
Ao Norte, a badalação dos paradores de Jurerê atrai jovens dia e noite

quarta-feira, 22 de março de 2017

Nascida durante o Ciclo do Ouro, Vila Boa de Goiás foi capital do estado até 1937. O título foi embora, mas a pequena cidade - hoje Goiás - preserva a arquitetura colonial que se espalha por ruelas sinuosas calçadas em pedra e seus costumes. Entre eles estão a religiosidade, os doces caseiros e o dom de fazer o tempo passar lentamente. Não por acaso, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2001. 

Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha -
Acompanhar a Procissão do Fogaréu: Evento é um dos mais concorridos da cidadezinha - Foto: Silvio Quirino - Goiás Turismo

A Casa de Cora Coralina está como a poetisa deixou, com seus livros, cartas, vestidos e tachos 

 Cortada pelo rio Vermelho e cercada de colinas, a cidade é repleta de detalhes, tão bem retratados pela filha mais ilustre, a poetisa Cora Coralina. A casa de Cora, aliás, é um dos cenários mais visitados. Lá estão seus vestidos, seus chinelos e seus tachos, do mesmo modo que ela deixou, ao morrer em 1985. Sua essência também está ali, através de seus livros, cartas, fotos e máquina de escrever

A poetisa deixou ainda outro legado. Doceira de mão cheia, passou suas receitas adiante para as quituteiras locais, para a alegria dos turistas! Nas casas de dona Zilda, Doris, Divina... tem limõezinhos-galegos recheados com doce de leite, rosas de coco, casquinha de laranja cristalizada e pastelinho, uma massa assada com recheio de doce de leite.
Para queimar as calorias, a dica é circular pelo Centro Histórico, onde estão pérolas como a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, hoje Museu de Arte Sacra, o Museu das Bandeiras e o chafariz de Cauda, construído em 1778. 

Também o Espaço Cultural Goiandira Aires do Couto fica na área. O ambiente abriga as obras da artista, prima de Cora. São dezenas de quadros feitos com areia colorida retirada da Serra Dourada e pintados com a ponta dos dedos, sempre retratando a cidade.

O maior evento de Goiás é a Procissão do Fogaréu, que acontece na Semana Santa. As luzes das ruas são apagadas e, munidos de tochas, os farricocos - encapuzados que representam os soldados romanos - seguem da Igreja da Boa Morte até as escadarias da Igreja de São Francisco. A cerimônia, que simboliza a prisão de Cristo, é acompanhada pelo som de tambores e de um coral em latim.

terça-feira, 14 de março de 2017

Como escolher o intercâmbio ideal



ntercâmbio é uma grande oportunidade de aprofundar os conhecimentos em outra língua, conhecer nova cultura e vivenciar experiências diferentes. Cada vez mais as pessoas buscam essa modalidade de estudo para dar um upgrade no currículo e de quebra viajar para outro país.
Para tornar mais fácil a decisão sobre qual intercâmbio escolher, nós temos algumas dicas. A primeira dela é a escolha do idioma. Não dá para passar meses longe de casa, aprendendo uma língua que você não gosta. Então sempre procure um idioma que tenha afinidade. Exemplo: seu sonho é conhecer a França, mas estudar francês não te anima. Então não tenha dúvidas: busque outra alternativa que o resultado será bem mais produtivo!
Além do idioma, é possível fazer outros cursos durante o intercâmbio. Informe-se na escola pretendida e avalie a grade disponível. Outro importante fator é avaliar seu próprio estilo de vida e gostos pessoais na hora de escolher um país para sua viagem. Se você não dispensa praia e calor, então lugares frios devem ser desconsiderados.
A escolha do intercâmbio tem que estar de acordo com suas preferências de idioma e estilo de vida (Crédito: Thinkstock)

Investimento e trabalho

A palavra de ordem quando se fala em intercâmbio é planejamento. Sempre haverá uma viagem que caiba no seu bolso, mas é muito importante fazer um levantamento de todos os custos com acomodação, curso, alimentação, etc. Em alguns países é permitido o trabalho legalizado ao fazer o intercâmbio, o que pode te ajudar nas despesas durante o curso, mas é preciso verificar se a escola está na lista de concessão de trabalho designada pelo governo local.
A CVC possui diversas opções de pacotes de intercâmbio e um deles é a sua cara! São cursos de inglês, espanhol, francês em países como Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia, entre outros. Os pacotes variam entre 2 a 25 semanas e contemplam vários tipos de acomodação: campus universitário, casas de família, hotel e residência estudantil.
Cada pacote tem vantagens específicas. Mais uma vez, é o seu perfil e valor de investimento que irá determinar qual a escolha ideal. E esqueça o papo de que intercâmbio é coisa de jovem. Cada vez mais pessoas de todas as idades têm procurado por esta modalidade para reforçar o currículo ou se aprofundar em um idioma. Já escolheu o seu? Então boa viagem!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Impressionantes paredões de arenito vermelho-alaranjado - marcas registradas da Chapada dos Guimarães - dão as boas vindas aos turistas que aportam na cidade, a apenas 69 km da capital Cuiabá. Porta de entrada do Parque Nacional, a cidadezinha que leva o mesmo nome da reserva oferece pousadas confortáveis, restaurantes aconchegantes e uma pracinha (onde fica a bucólica igreja de Santana) que, nos finais de semana, funciona como feirinha de artesanato durante o dia e ponto de encontro dos visitantes quando a noite cai. 

48 horas em Chapada dos Guimarães: Fim de tarde é encantador nos mirantes da região -
48 horas em Chapada dos Guimarães: Fim de tarde é encantador nos mirantes da região - Foto: José Medeiros
Trekking ao Morro de São Jerônimo descortina curiosas formações rochosas

A 11 quilômetros do centro da vila, o parque criado em fins dos anos 80 ocupa uma área de 330 quilômetros. O cenário perfeito combina cerrado, cachoeiras e cânions, além de pinturas rupestres e formações rochosas que enchem os olhos de ecoturistas e esotéricos. 

As muitas trilhas, desbravadas a pé ou de bike, levam a mirantes naturais que descortinam maciços montanhosos e, em dias claros, avista-se a planície pantaneira e a capital Cuiabá. 


cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda, vista panorâmica e lindos sobrevoos das escandalosas araras vermelhas. Lá embaixo há um poço de águas cristalinas, mas os banhos são proibidos.

Também merece destaque a Cidade de Pedra, emoldurada por rochas pontiagudas que remetem a castelos medievais. As formações espalham-se por cânions que chegam a 350 metros de altura em meio a escarpas também frequentadas pelas araras. A exuberante e variada vegetação do cerrado pode ser apreciada ao longo de todo o passeio.

Quem está com o preparo físico em dia deve incluir no roteiro o trekking em direção ao Morro de São Jerônimo, o mais alto da região, com 836 metros de altitude. São sete horas de caminhada e escalada - ida e volta. O esforço vale a pena levando-se em conta a paisagem panorâmica. 

Vale frisar que o parque tem entrada gratuita, mas todos os passeios necessitam de agendamento e acompanhamento de guias (exceto o mirante do Véu da Noiva).

Fora da reserva também há muitas belezas. Uma das mais encantadoras é a caverna Aroe Jari, uma gigantesca gruta de arenito - 10 metros de altura por 60 metros de largura - com inscrições rupestres. Seu conjunto inclui ainda a Lagoa Azul, de águas transparentes e mergulho proibido. O complexo fica a 46 km da Chapada e também só é acessível com acompanhamento de guia