segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sonoma


Localizada a oeste de Napa, Sonoma é uma das mais visitadas zonas vinícolas do Estado da Califórnia. Famosa pela produção de excelentes cabernet sauvignon, a região tem várias áreas classificadas como A.V.A (American Viticultural Áreas), o que significa que as vinícolas do local usam pelo menos 85% de uvas da região na fabricação de seus produtos.

A cidade de Healdsburg é o centro de três denominações importantes de Sonoma: Alexander Valley, Dry Creek Valley and Russian River. Russian River é famosa pelo chardonnay e pelos espumantes, Dry Creek pelo zinfandel, cabernet sauvignon e rhone, e Alexander Valley, pelo cabernet sauvignon e sauvignon blanc.

Os vinhos de Sonoma também podem exibir outras nove denominações: Bennett Valley, Carneros (chardonnay e pinot noir), Chalk Hill, Green Valley, Knights Valley, Rockpile, Sonoma Coast, Sonoma Mountain e Sonoma Valley.

A região é a mais recomendada para quem gosta de espumantes. Casas como Korbel e Clos Du Bois e Gloria Ferrer estão instaladas lá.

Quem vai a Sonoma geralmente aproveita a viagem para fazer trilhas de bicicleta e voar de balão. O passeio pelos ares custa cerca de US$ 250 por pessoa e começa às 7h, com duração de quatro horas. O programa inclui lanche e vinho.

Para se hospedar, além da própria cidade de Sonoma, Healdsburg e Santa Helena são boas opções. Nesses municípios, as noites costumam terminar cedo. Às 2h, todos os bares da Califórnia fecham por força de lei estadual. Em Sonoma, a melhor opção para se divertir depois das 22h é o bar do restaurante "The girl and the fig", para gays, lésbicas e simpatizantes, e o Steiner's Tavern, ambos localizados na praça.
Arte UOL


Sonoma County Convention and Visitors Bureau
453 1st St E, Sonoma
Tel: 1 (707) 996-1090
www.sonomavalley.com

Associação de vinicultores de Sonoma
www.sonomawine.com

Algumas vinícolas de Sonoma

Buena Vista
Old Winery Road, Sonoma
Tel: 1 (707) 938-1266
www.buenavistacarneros.com

Alexander Valley Winery
8644 Highway 128, Healdsburg
Tel: 1 (707) 433-7209
www.avvwine.com

Sausal Winery
7370 Highway 128, Healdsburg
Tel: 1 (707) 433-2285
www.sausalwinery.com

Clos du Bois
19410 Geyserville Avenue, Geyserville
Tel: 1 (800) 222-3189
closdubois.com

Hanna Winery
9280 Highway 128, Healdsburg
Tel: 1 (800) 854-3987
www.hannawinery.com

Korbel
13250 River Road, Guerneville
Tel: 1 (707) 824-7313 ou 824-7000
www.korbel.com 

Davis Byrum Winery
239 Theresa Ct, Healdsburg
Tel: 1 (866) 442-7547 e (707) 433-5852
www.davisbynum.com

Talty Winery
7127 Dry Creek Rd, Healdsburg
Tel: 1 (707) 433-8438
www.taltyvineyards.com

Ferrari-Carano
3939 Lovall Valley Road Sonoma
Tel: 1 (707) 935-3939
www.ferrari-carano.com

Mauritson
2859 Dry Creek Rd, Healdsburg
Tel: 1 (707) 431-0804
www.mauritsonwines.com

Seghesio Winery
14730 Grove St. Healdsburg
Tel: 1 (866) 734-4374
http://www.seghesio.com

Rafanelli
4685 W Dry Creek Rd, Healdsburg
Tel: 1 (707) 433-1385
www.arafanelliwinery.com

Gloria Ferrer
23555 Carneros Hwy. 121, Sonoma
Tel: 1 (707) 996-7256
www.gloriaferrer

Gundlach Bundschu
2000 Denmark Street, Sonoma
Tel: 1 (707) 938-5277
www.gunbun.com

Sebastiani
389 Fourth Street East, Sonoma
Tel: 1 (707) 933-3230 ou 933-3200
www.sebastiani.com

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pantanal é um belíssimo complexo de regiões que abrangem cerrado, chaco e floresta amazônica

O "Pantanal" compreende 11 regiões com características próprias dentro da confluência do cerrado, do chaco paraguaio e da região amazônica nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, nas fronteiras com Paraguai e Bolívia.
O Pantanal Sul abrange dois terços da planície pantaneira: lá estão, por exemplo, a Nhecolândia ou "Paraíso das Águas", as cidades de Miranda e Aquidauana, com grande parte dos serviços de hospedagem e infra-estrutura para turistas, e o Porto Murtinho, das pescarias. As principais portas de acesso ao sul são Campo Grande e Corumbá. No Pantanal Norte, ao sul da capital Cuiabá, os principais destinos são Barão de Melgaço (com savanas e ninhais), Poconé e Cáceres, áreas de acesso difícil devido ao prolongado alagamento.
As chuvas ditam as regras da vida pantaneira, multiplicando em variedade e quantidade a beleza da vegetação e dos animais que ali habitam. As aves parecem gigantes, como a tuiuiú (símbolo do Pantanal), cuja altura chega a 1,60 metro, ou a arara-azul e a colhereiro, de quase um metro.
As aves mergulham para comer, como gaviões e biguás, ou saem em disparada, como as emas. Algumas, em bandos, exibem-se com as asas abertas nos galhos das árvores, com as penas secando ao sol. Peixes, répteis, anfíbios e mamífero snão ficam atrás no quesito "tamanho GG": sucuris ultrapassam os 4 metros de comprimento, jacarés e lagartos chegam a 2,50 metros. Um único jaú pode pesar cem quilos, para a glória (e o esforço) do pescador que precisa retirá-lo da água. A onça-pintada, um ser solitário e felizmente anti-social, pouco avistado, é o maior felino do continente americano.
Num mundo onde o despertador é substituído pelos guinchos dos pássaros e até o físico dos cavalos precisa resistir aos charcos, o turista goza de autonomia apenas relativa. Guias locais são artigos de primeira necessidade, bem como os veículos com tração nas quatro rodas, os transportes aquáticos e os animais que eles disponibilizam nas trilhas, da manhã à noite.
Festas populares
A Festa de São João de Corumbá se destaca com uma procissão até o cais do rio Paraguai. A Dança dos Mascarados embeleza, com seu colorido figurino, três eventos de Poconé (MT): a Folia dos Mascarados, em fevereiro; a Festa de São Benedito, em julho; e o Festival Folclórico do Pantanal, em agosto. Os movimentos da dança lembram o de uma quadrilha, e os dançarinos, como no teatro grego, são todos homens.
Uma comunhão maior com os recursos naturais do Pantanal se realiza nos tradicionais Festival Internacional de Pesca, em Cáceres (MT), em setembro, e no Festival Internacional de Pesca Esportiva, em Corumbá (MS), em outubro. Ambos atraem centenas de participantes, de todos os cantos do Brasil e do exterior.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Belezas naturais fazem do Atacama, extensa área desértica no Chile, um oásis impressionante

O norte do Chile é realmente um lugar de extremos. É a região mais árida do planeta, com o deserto de maior altitude localizado a 2.440 metros, onde as águas das chuvas não passam de 35 milímetros por ano e o solo impermeável lhe garante um aspecto comparado ao de Marte.
A extensa área desértica entre as águas frias do Pacífico e as monumentais cordilheiras dos Andes é o local onde o viajante que busca experiências singulares encontra refúgio sem ter que abrir mão de serviços básicos. Esse esconderijo se chama São Pedro de Atacama, pequeno povoado que serve como base para a exploração da região.

Esta cidade, que ainda guarda costumes dos povos pré-incaicos que deixaram marcas profundas em seu território, era apenas uma localidade escondida do norte do país que mal recebia visitantes estrangeiros. Hoje é um produto chileno consolidado no mercado turístico internacional ao lado de Torres del Paine e Ilha de Páscoa.
Mesmo com tanta fama, a cidade ainda preserva seu ritmo particular, que permite ao visitante um passeio, a passos lentos, por suas ruas estreitas de terra e casas de adobe com telhados de palha. O clima pacato só é quebrado por alguma festa típica do povoado, como o desfile de Santa Rosa em agosto, ou pelas músicas folclóricas tocadas nas peñas da Caracoles, a principal via de circulação.
O Atacama, que na língua cunza significa "cabeceira do país", é marcado historicamente por disputas e dominações anteriores à chegada dos espanhóis. No ano 400 d.C., a sociedade tiwanaku, proveniente do território onde hoje se encontra a Bolívia, impõe-se hierarquicamente sobre o povo atacamenho. O período seguinte (entre os anos 900 e 1450) foi marcado pelo rompimento com aquela civilização e pelos novos conflitos sociais internos. Foi nesse contexto que os incas dominaram a região do Atacama até que fossem dizimados com a chegada dos europeus, em 1535.
Há três formas de se conhecer a região: a tradicional, em que as agências oferecem o mais básico do Atacama como os Vales da Lua e da Morte, além dos gêiseres de El Tatio; o roteiro alternativo, em que as margens do deserto ganham novas dimensões em rotas pouco divulgadas com visitas a petroglifos, povoados de um só habitante e cânions em vales multicoloridos; e a terceira opção, que alia um pouco de cada um dos dois roteiros anteriores.
Seja qual for a escolha, uma imagem será inevitável: o Licancabur, imponente vulcão cônico de 5.916 metros de altura que separa o Chile e a Bolívia. Quanto mais longe se vai, mais se vê esse vulcão onipresente entre os recortes das rochas gigantes que cercam a região.
A montanha é local sagrado desde épocas anteriores à chegada dos colonizadores, quando ali se realizavam sacrifícios com animais. A prática foi proibida pelos espanhóis, mas o vulcão continua atraindo aventureiros até a lagoa que se localiza no seu cume, além de devotos que uma vez ao ano levam oferendas à Pacha Mama pelo que se conquistou naquele período.
É certo que a escalada de oito horas se dá pela Bolívia devido ao terreno ainda minado da época em que o Chile e a Argentina disputavam terras, mas para o Licancabur não existe fronteiras nem guerras. Por isso, ele segue soberano guardando a região. E ainda dizem que o oásis é pura ilusão. Não no deserto do Atacama.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Fábio Calvetti/UOL

São Pedro é acolhedora, mas desafiadora para quem quer esportes radicais

Um adjetivo que cai bem para definir o turismo em São Pedro é versatilidade. Se por um lado há as mordomias e delícias de um fim de semana em um hotel fazenda, por outro há o suor e o contato com a natureza dos esportes radicais e do ecoturismo. Enquanto na vizinha Águas de São Pedro muitos senhores e senhoras estão em busca da cura pelas águas sulforosas, na rampa de parapente, os jovens (pelo menos de espírito) querem adrenalina.

A rede hoteleira também acompanha essa versatilidade para agradar a todos. Há de pousadas de qualidade por preços em conta a hotéis de luxo e spas para quem quer se desligar de tudo. 
Localizada a 180 quilômetros da capital, São Pedro está na encosta da serra do Itaqueri, uma região privilegiada em belezas naturais. Dezenas de vales, rios e cachoeiras estão aos arredores da cidade, assim como a vizinha Brotas. Fazer rapel, trilhas de jipe, voos de asa-delta ou apenas inclinar a cabeça sob um jato de cachoeira são algumas das opções rotineiras em São Pedro.

A cidade tem história há mais de três séculos como um pouso para tropeiros. Desenvolveu-se com o ciclo do café e, na primeira metade do século 20, passou por uma curiosa transformação. Durante uma procura por petróleo, foram descobertas fontes de águas medicinais repletas de minérios que deram início ao turismo na região. Com o sucesso, o prefeito da época emancipou uma pequena porção de terra visando lucros. Assim, nasceu a cidade Águas de São Pedro, um dos menores municípios do país e que ganhou dos habitantes da antiga São Pedro o apelido de "Vaticano".

Mas se a cidade perdeu suas fontes de águas sulforosas, São Pedro ainda guarda aquele clichê gostoso de interior: praça com coreto, igreja matriz, sossego, nenhum prédio no horizonte e habitantes que se cumprimentam nas ruas (e sempre perguntam como estão os outros membros da família). Uma de suas marcas registradas é o bordado em ponto de cruz, tradição iniciada há mais de 80 anos e que ainda atrai turistas pelos preços em conta de enxovais.

Nos arredores, graças a sua geografia cheia de relevos, São Pedro dispõe de 18 cachoeiras, sete abertas para visitação. Em um passeio pela serra, não é difícil avistar tucanos, araras e macacos-prego. Com seus altos vales, é um ótimo local para saltos para asa-delta e parapente. São duas rampas para salto, uma delas a 1.020 metros do nível do mar e há também mais de 150 quilômetros de trilhas off-road e outros esportes radicais como tirolesa, arvorismo e mountain bike.

Para quem busca sossego, o melhor mesmo é hospedar-se em uma pousada, num hotel fazenda ou num hotel mais afastado da cidade. De tarde, faça um passeio pela cidade e veja o parque Maria Angélica, a praça central e o Museu Gustavo Teixeira. Se o foco for aventura, procure uma pousada próxima às entradas da serra do Itaqueri. Muitas já possuem programas ecoturísticos que vão de trilhas a passeios de moto.