terça-feira, 29 de março de 2016

Miami

Eduardo Vessoni/UOL

Miami exibe suas várias facetas arquitetônicas

Miami é mesmo vaidosa e parece pouco tímida na hora de exibir seus dotes aos que chegam à principal porta de entrada para a Flórida, estado localizado no sul dos Estados Unidos.
Em Miami Beach, parada obrigatória para quem visita a cidade, o dia mal escurece e a arquitetura de tons pastéis do Art Deco District ganha o brilho exagerado dos neons; a Ocean Drive e suas paralelas se enchem de carrões; e os visitantes mais consumistas se esforçam para carregar sacolas com nomes de grifes.
Em pleno centro da cidade, uma atração se destaca. Imponente, a Freedom Tower ainda relembra, saudosa, o tempo em que esse edifício de 1925 com arquitetura inspirada nas torres da Giralda, na Espanha, abrigava refugiados cubanos, nas décadas de 60 e 70.
Em South Beach, as construções em estilo art déco dos anos 20 e 30 ainda podem ser apreciadas na agitada Ocean Drive, avenida que abriga clássicos da hotelaria e da arquitetura como o Colony Hotel, de 1935, e o Cardozo Hotel, de 1939. Sem contar a opção de excelentes e inusitados museus, como o Wolfsonian, um simpático espaço dedicado às últimas décadas do american way of life, e o World Erotic Art Museum, que dispensa apresentações.
Em Coral Gables, o visitante quase acredita que acaba de desembarcar no Velho Continente, do outro lado do Atlântico. Essa cidade dentro de Miami possui arquitetura em estilo mediterrâneo, cercada por fontes e boulevards arborizados. O bem sucedido projeto foi desenvolvido por George Merrick, ex-governador da Flórida que, na década de 20, idealizou uma região que reunisse residências e negócios para os moradores.
É ali que atrativos como a Venetian Pool, piscina histórica esculpida em pedra coral, os jardins europeus do Vizcaya, casarão em estilo italiano de 1916, e o clássico Biltmore Hotel, declarado Patrimônio Histórico Nacional, provam que Miami é, sim, exibida. Mas não esquece seu passado.

sábado, 26 de março de 2016

Japão se blinda contra Airbnb após bater recorde de turistas em 2015


Um país que bate recorde de visitantes, que tem uma oferta hoteleira insuficiente, mas uma lei restritiva com relação ao aluguel de imóveis com fins turísticos - assim é o Japão, que se blindou contra o Airbnb, um negócio que gerou no ano passado 1,75 bilhão de euros na terceira maior economia do mundo.
A fim de proteger a indústria hoteleira e os moradores dos imóveis perante o alvoroço gerado pelo Airbnb, o governo japonês acaba de aprovar uma restritiva lei que afeta o aluguel temporário de imóveis particulares.
Concretamente, a legislação do Executivo japonês obriga os "anfitriões" do Airbnb a alugar suas casas durante pelo menos uma semana, e a lei em alguns municípios acrescenta que os vizinhos e os bombeiros devem ser notificados sobre a estadia dos inquilinos e que seus dados pessoas devem ser guardados por três anos posteriores à visita.
Uma estrita legislação que "será relaxada paulatinamente" devido à necessidade de alojar os milhões de visitantes que o Japão recebe, opinou Koji Tsurumoto, responsável do veículo especializado em turismo "Travel Voice Japan".
Apesar de sua pouca tradição turística, o país recebeu quase 20 milhões de visitantes em 2015, o que representa um aumento de quase 50% com relação ao ano anterior. É um impulso procurado pelo governo de Tóquio, que, no entanto, convive com uma oferta hoteleira insuficiente.
"A indústria hoteleira não tem suficiente capacidade para acomodar os milhares de turistas que visitam as grandes cidades como Tóquio e Osaka. Algo novo como o Airbnb é realmente necessário aqui", explicou à Agência Efe Tsurumoto.
Para o especialista, o portal de aluguel de imóveis não está prejudicando os hotéis da terceira economia do mundo. "O turismo está crescendo a tal ritmo que há mercado para todos", comentou.
No entanto, o Airbnb está enfrentando o ceticismo de muitos japoneses em relação a questões mais culturais do que econômicas.
É habitual ler na imprensa local histórias sobre os problemas gerados por pessoas que estão de passagem nos imóveis, por exemplo por seu desconhecimento do complexo sistema de coleta de lixo japonês.
Os números do Airbnb demonstram, no entanto, seu sucesso no Japão. Entre 2014 e 2015 seus administradores sustentam que gerou 1,75 bilhão de euros na economia japonesa.
O site gerou quase 21.791 empregos no país asiático e ofereceu alojamento a quase 600 mil pessoas que pernoitaram em média 3,8 noites e gastaram cerca de 1.373 euros em sua viagem ao país asiático.
Cerca de cinco mil japoneses alugaram suas casas no ano passado através deste operador online, que possui oferta de imóveis de férias em mais de 300 cidades japonesas, afirmou recentemente a empresa com sede em São Francisco (Estados Unidos).
Em média, cada um dos arrendatários embolsou cerca de 7,75 mil euros, enquanto os inquilinos economizaram 65% com relação ao que teriam investido em um hotel tradicional. Desses, 90% recomendariam o alojamento a seus amigos e familiares, segundo o portal.
No total, 90% dos usuários do Airbnb no país asiático escolheram esta plataforma para "viver como um japonês", segundo um relatório publicado pela companhia.
Uma informação confirmada por Luis Mendoza, um espanhol de 28 anos que viajou durante duas semanas pelo arquipélago japonês e que classifica a plataforma como "uma autêntica revolução para o viajante".
"Poder desfrutar de seu próprio apartamento em Kioto, com todos os pequenos detalhes de um lar típico japonês, não só torna a experiência mais cômoda, mas também mais autêntica", opinou o jovem, um usuário assíduo do portal de aluguel de imóveis.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Aspen


Daniel Bayer/Aspen Chamber/Divulgação


No inverno ou no verão, Aspen é um espetáculo para os olhos dos turistas endinheirados

Localizada no Estado do Colorado, Centro-Oeste dos EUA, Aspen é um dos mais visitados destinos de inverno do mundo e sinônimo de status e poder entre os norte-americanos. A cidade de 9,5 quilômetros quadrados tem pouco mais do que a metade da área da principal ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, no Nordeste brasileiro. Seria apenas um ponto no mapa não fosse a fama de suas montanhas, hotéis, lojas e restaurantes de luxo. Além da prática esportiva na neve, Aspen oferece opções de balonismo, ciclismo, camping, escaladas e alta gastronomia. 
Com apenas 6.000 habitantes permanentes, a cidade chega a abrigar 27.000 moradores na alta temporada de inverno - de dezembro a março. Durante o período, trabalhadores temporários de diversas nacionalidades e proprietários de imóveis no local misturam-se aos cerca de 250 mil turistas e esportistas que lotam resorts, condomínios e hotéis.
Muitos vão para praticar esqui e snowboarding nas quatro principais montanhas da região - Snowmass, Buttermilk, Highlands e Aspen Mountain -, mas há também quem visite a cidade para experimentar os novos pratos dos restaurantes, para comprar artigos de grife ou para desfrutar finais de semana românticos em chalés cobertos de neve.
Diárias de resorts e hotéis chegam a custar US$ 3.000, mas há também boas opções por cerca de US$ 120 por dia. Mochileiros não são comuns ali, mas grupos de jovens esportistas costumam se apinhar em condomínios pequenos à beira das montanhas. O transporte público é eficiente e cobre distâncias de até 30 km gratuitamente.
No verão, camping, balonismo, paragliding, ciclismo e trilhas pelas montanhas são opções que atraem outros 250 mil visitantes, segundo a prefeitura.
Aspen/Snowmass tem cerca de 17 mil camas, cem restaurantes, 80 galerias de arte e 200 lojas. Anualmente, as montanhas da região recebem aproximadamente 500 mil turistas. Os moradores da cidade são cordiais e costumam ser prestativos com seus visitantes.
Nessa cidade, não se pode estranhar os preços. Há poucos restaurantes baratos, que vendem pizzas, saladas, grelhados, fritas, sanduíches e sopas. Os preços de estacionamento, teleféricos e aulas de esqui tão pouco são baixos.
Clima alpino 
Aspen foi reduto indígena por cerca de 800 anos, até que a riqueza mineral da região atraiu os primeiros mineradores e fazendeiros, em 1879. Era então conhecida como Roaring Fork Valley e somente ganhou o nome Aspen um ano depois.
A chegada dos brancos ao local provocou conflito. Inicialmente, a comunidade indígena Ute aceitou a exploração da terra que habitava em troca de roupas e alimentos. Os problemas começaram quando fazendeiros tentaram fazê-los trabalhar nas terras. O conflito durou pouco, graças à intervenção do governo dos EUA. Costurou-se na década de 80 um acordo que transferiu os índios para uma reserva no Estado de Utah.
O comércio próspero e a extração da prata levaram à expansão da cidade a partir da base da montanha. Em 1891, Aspen era a maior produtora do metal nos EUA. Com o declínio da prata no final do século, a cidade passou a ser alvo de investidores que viram nas montanhas da região potencial para a construção de um grande resort de esqui. Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, Friedl Fjeifer e Walter Paepcke decidiram fundar a Aspen Skiing Corporation, que começou a funcionar no ano seguinte. Na década de 50, a estação de esqui já era internacionalmente conhecida.

sexta-feira, 18 de março de 2016

A concorrida Festa do Tomate é um dos principais cartões de visita da pequena Paty do Alferes. Considerada um dos maiores eventos do estado do Rio, reúne artistas de projeção nacional que se apresentam no Parque de Exposições, no mês de junho.

Boa anfitriã, a cidade é palco também do Festival do Vale do Café, que acontece em julho nas fazendas da região. O evento tem intensa programação musical, com ritmos que vão do clássico ao samba, passando pelochorinho e bossa-nova. As apresentações movimentam, ainda, as praças e as igrejas das cidades vizinhas, como Barra do Piraí, Valença, Vassouras, Piraí e Mendes.

Agito é garantido no mês de junho, quando acontece a Festa do Tomate
Nem só de eventos, porém, vive Paty. Visitar asconstruções históricas e as fazendas de café são bons programas. 

Uma das atrações mais concorridas é o Museu da Cachaça, com mais de duas mil garrafas de aguardentes, divididas por tópicos como localidade, marcas com nomes de santos, flores ou profissões, e as exóticas, que trazem rótulos com piadas politicamente incorretas. 

A visita inclui ainda degustação da cachaça produzida na região, oferecida nas versões branca, envelhecida ou adocicada.

No quesito fazenda, a São João da Barra é hors-concours. Datada de 1830, foi restaurada recentemente e possui uma das mais completas exposições e gravuras de documentos originais do século 19. Já a Pau Grande é uma das maiores e mais antigas da região.

Na Aldeia Arcozelo, um espaço cultural instalado em uma antiga propriedade rural, os destaques ficam por conta da programação artística - espetáculos de teatro e de música - e da capela, repleta de imagens de santos negros e de objetos utilizados para torturar escravos.




quarta-feira, 16 de março de 2016

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BÚZIOS


Destino mais cobiçado da Região dos Lagos, Búzios vai além das belezas naturais, dignas de cartão-postal. Incluída no mapa do jet set internacional na década de 60, depois de uma visita da atriz francesa Brigitte Bardot, a antiga vila de pescadores abriga restaurantes e pousadas sofisticadas, boates e bares descolados e um comércio repleto de lojas de grife. Cosmopolita, recebe turistas do mundo todo o ano inteiro - e muitos acabam ficando por lá.

Rua das Pedras tem restaurantes, bares, música e muito agito 
O balneário tem cerca de vinte praias, cada uma com estilo próprio. Geribá, por exemplo, é território dos surfistas e da paquera, enquanto Azedinha é um mar de tranquilidade e Ferradura atrai famílias com crianças. 

Os adeptos dos esportes náutico, como wind e kitesurf, fazem a festa nas praias Rasa e de Manguinhos por conta dos bons ventos

Uma maneira agradável de conhecê-las é fazendo passeios de barco que levam também às ilhas Feia e Rasa. Além de curtir as paisagens, as paradas para mergulho revelam a rica vida marinha da região.

Rua das Pedras e Orla Bardot: Cenário bucólico e encantador<br>
Rua das Pedras e Orla Bardot: Cenário bucólico e encantador
Foto: Anna Fischer
Búzios é famosa também por sua noite badalada, que começa na Rua das Pedras e se estende até à Orla Bardot, ambas com restaurantes, bares, música e agito para todos os gostos. 

O movimento, entretanto, não decola antes da uma da madrugada, especialmente no verão e nos feriados. Aproveite para curtir um jantar a dois no belo Porto da Barra, um complexo gastronômico na praia de Manguinhos, ou dar uma boa cochilada.


DESCOBRINDO BÚZIOS


sexta-feira, 11 de março de 2016

Hong Kong





Eduardo Vessoni/UOL


Hong Kong a cidade é onde o Ocidente encontra o Oriente

Dizem que é em Hong Kong, uma Região Administrativa Especial da China, onde o “Ocidente encontra o Oriente”. Bastam algumas horas nessa espécie de Nova Iorque asiática para descobrir como os opostos se atraem (e se completam) naquelas terras tão distantes.
Centros financeiros movimentados que ficam a poucos minutos de vilarejos de pescadores que ainda levam a vida no mesmo ritmo de antes da chegada dos britânicos; lojas de eletrônicos que dividem o mesmo endereço com velhinhos que ainda se dedicam à arte de pintar ideogramas chineses; templos discretos que não se abalam com o movimento high tech que colore o cenário lá de fora; imensos conjuntos habitacionais que parecem engolir monastérios que descansam sob seus pés; e comidas servidas em recipientes de bambu que lembram vagamente o sabor plastificado dos restaurantes fast food.
É impossível não ficar fascinado diante de todas as possibilidades existentes em Hong Kong, a principal porta de entrada ao Oriente. Títulos não faltam a esse destino asiático que, há pouco mais de uma década, em 1997, era devolvido à China, após 99 anos sob a administração do Império Britânico.
É considerada uma das regiões mais densamente populosas do mundo; possui uma das economias mais agressivas e influentes da Ásia, o que lhe garantiu o título de “tigre asiático” ao lado de Cingapura, Taiwan e Coreia do Sul; é um dos principais produtores e exportadores da indústria cinematográfica; abriga, duas vezes por ano, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo; e possui um dos sistemas ferroviários mais seguros em todo o planeta.
Ao setor turístico, cujos visitantes ultrapassaram a cifra dos 36 milhões em 2010, tampouco faltam exemplos.
Hong Kong tem um teleférico com 5,7 km de extensão, considerado o mais extenso de todo o sudeste asiático; é dona da primeira calçada da fama da Ásia, a “Avenida das Estrelas”; abriga a mais longa escada coberta do mundo, com 800 metros de comprimento que são percorridos em 20 minutos; diariamente, 44 edifícios se acendem e protagonizam um espetáculo considerado pelo Guinness o “Maior Evento Permanente de Luz e Som”; e se orgulha de ter uma estátua de bronze gigante do Buda com 26 metros de altura, a maior do mundo em seu gênero.
O sistema de transporte em toda a região é um capítulo à parte que, sem exageros, pode ser considerado também um atrativo turístico. Trens que conectam as ilhas por túneis que passam sob as águas salgadas do Victoria Harbour, aeroporto ligado ao centro financeiro em apenas 24 minutos, coloridos bondes centenários que percorrem a área desde 1904 (e ainda dão um certo ar nostálgico ao destino) e barcos que cruzam a baía local 24 horas por dia.
Desde cedo, Hong Kong aprendeu a dividir seu território com visitantes estrangeiros. E talvez esta tenha sido a melhor estratégia adotada por essa antiga colônia britânica antes de se tornar um das regiões mais desenvolvidas da Ásia. Portugueses, britânicos e japoneses foram as nacionalidades mais marcantes naquelas terras localizadas na costa sudeste da China. O resultado desse encontro de povos pode ser visto não só nas calçadas dos centros mais turísticos, como também sobre a mesa.
Hong Kong tem perfil internacional e por isso não devem faltar opções que agradem desde os comensais mais arrojados até os estômagos mais sensíveis. Comida europeia, mediterrânea, asiática e vegetariana são alguns dos sabores que transformaram Hong Kong em uma das capitais culinárias da Ásia.
É em Hong Kong onde se encontra não só o Ocidente, mas todo o resto do mundo.

terça-feira, 8 de março de 2016

Daniel Bayer/Aspen Chamber/Divulgação

No inverno ou no verão, Aspen é um espetáculo para os olhos dos turistas endinheirados

Localizada no Estado do Colorado, Centro-Oeste dos EUA, Aspen é um dos mais visitados destinos de inverno do mundo e sinônimo de status e poder entre os norte-americanos. A cidade de 9,5 quilômetros quadrados tem pouco mais do que a metade da área da principal ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, no Nordeste brasileiro. Seria apenas um ponto no mapa não fosse a fama de suas montanhas, hotéis, lojas e restaurantes de luxo. Além da prática esportiva na neve, Aspen oferece opções de balonismo, ciclismo, camping, escaladas e alta gastronomia. 
Com apenas 6.000 habitantes permanentes, a cidade chega a abrigar 27.000 moradores na alta temporada de inverno - de dezembro a março. Durante o período, trabalhadores temporários de diversas nacionalidades e proprietários de imóveis no local misturam-se aos cerca de 250 mil turistas e esportistas que lotam resorts, condomínios e hotéis.
Muitos vão para praticar esqui e snowboarding nas quatro principais montanhas da região - Snowmass, Buttermilk, Highlands e Aspen Mountain -, mas há também quem visite a cidade para experimentar os novos pratos dos restaurantes, para comprar artigos de grife ou para desfrutar finais de semana românticos em chalés cobertos de neve.
Diárias de resorts e hotéis chegam a custar US$ 3.000, mas há também boas opções por cerca de US$ 120 por dia. Mochileiros não são comuns ali, mas grupos de jovens esportistas costumam se apinhar em condomínios pequenos à beira das montanhas. O transporte público é eficiente e cobre distâncias de até 30 km gratuitamente.
No verão, camping, balonismo, paragliding, ciclismo e trilhas pelas montanhas são opções que atraem outros 250 mil visitantes, segundo a prefeitura.
Aspen/Snowmass tem cerca de 17 mil camas, cem restaurantes, 80 galerias de arte e 200 lojas. Anualmente, as montanhas da região recebem aproximadamente 500 mil turistas. Os moradores da cidade são cordiais e costumam ser prestativos com seus visitantes.
Nessa cidade, não se pode estranhar os preços. Há poucos restaurantes baratos, que vendem pizzas, saladas, grelhados, fritas, sanduíches e sopas. Os preços de estacionamento, teleféricos e aulas de esqui tão pouco são baixos.
Clima alpino 
Aspen foi reduto indígena por cerca de 800 anos, até que a riqueza mineral da região atraiu os primeiros mineradores e fazendeiros, em 1879. Era então conhecida como Roaring Fork Valley e somente ganhou o nome Aspen um ano depois.
A chegada dos brancos ao local provocou conflito. Inicialmente, a comunidade indígena Ute aceitou a exploração da terra que habitava em troca de roupas e alimentos. Os problemas começaram quando fazendeiros tentaram fazê-los trabalhar nas terras. O conflito durou pouco, graças à intervenção do governo dos EUA. Costurou-se na década de 80 um acordo que transferiu os índios para uma reserva no Estado de Utah.
O comércio próspero e a extração da prata levaram à expansão da cidade a partir da base da montanha. Em 1891, Aspen era a maior produtora do metal nos EUA. Com o declínio da prata no final do século, a cidade passou a ser alvo de investidores que viram nas montanhas da região potencial para a construção de um grande resort de esqui. Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, Friedl Fjeifer e Walter Paepcke decidiram fundar a Aspen Skiing Corporation, que começou a funcionar no ano seguinte. Na década de 50, a estação de esqui já era internacionalmente conhecida.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Conheça a diferença entre Grã-Bretanha, Reino Unido e Inglaterra e apaixone-se por esta região incrível!



Muita gente se confunde com os nomes Reino Unido, Grã-Bretanha e Inglaterra, pensando que são sinônimos. Errado! A diferença está na geografia: enquanto a Inglaterra é um país, a Grã-Bretanha é uma ilha e o Reino Unido um estado regido por uma monarquia constitucional, com governo parlamentar. Mas o fato mais importante é que a região tem um histórico rico, paisagens naturais incríveis e cidades com grandes atrativos. Preparado para conhecer mais? Então embarque nessa aventura!
Grã-Bretanha
Formada por três países – Inglaterra, Escócia e País de Gales –, a Grã-Bretanha é a maior ilha do Reino Unido. Com quase 230 mil quilômetros quadrados de área, sua capital é Londres e faz parte do arquipélago das Ilhas Britânicas. Em tempo: Não confunda com Bretanha, região litorânea da França.
Reino Unido
O nome oficial é Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. União política de quatro países (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), seu governo é regido por um sistema parlamentar, cuja sede é em Londres e tem como chefe de Estado a rainha Elizabeth II. O território inclui a ilha da  Grã-Bretanha, a parte da ilha da Irlanda que pertence à Irlanda do Norte, além de muitas outras ilhas menores. O país ainda possui 14 territórios ultramarinos (territórios que são controlados pelo Reino Unido), todos remanescentes do Império Britânico.
Ilhas Britânicas
Arquipélago com mais de 5 mil ilhas situadas no noroeste da Europa. As duas principais são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda (Irlanda do Norte e República da Irlanda). Algumas dessas ilhas não pertencem ao Reino Unido.

Belezas naturais e atrações que atravessam os séculos

Apesar das diferenças técnicas, a região tem algo em comum: passado rico e fascinante, que data de 6.500 a.C. e paisagens tão belas que parecem ter saído de um livro de fantasia. Com muitos castelos, palácios, montanhas, penhascos e vilas rurais bucólicas, os países que foram o Reino Unido conseguem agradar aos mais diversos públicos.
Londres, capital da Inglaterra e do Reino Unido, é um dos destinos mais procurados do mundo (Crédito: Thinkstock)
Inglaterra é de longe o destino mais visitado e sua capitalLondres é uma das cidades mais descoladas e cosmopolitas do planeta. Tem de tudo por lá, desde monumentos históricos como a Torre de Londres, o Big Ben e as casas do Parlamento, até o imponente Palácio de Buckingham e a Abadia de Westminster, onde são coroados os reis britânicos. Outras cidades que farão você se apaixonar pela Inglaterra são Oxford, Cambridge, Liverpool e a charmosa Stratford-upon-Avon, cidade natal de William Shakespeare, maior ícone do drama e teatro em língua inglesa.
Edimburgo, na Escócia, tem diversos monumentos históricos, castelos e ruínas medievais (Crédito: Thinkstock)
Escócia, terra das highlands (Terras Altas), é daqueles lugares que farão cair seu queixo diante de tanta beleza. Possui um número incrível de lagos, montanhas e seu litoral é tão lindo quanto gelado. O país respira história e cada cantinho tem castelo, igrejas e ruínas. A capital Edimburgotem seu horizonte pontuado por monumentos, prédios históricos e palácios. Em Glasgow, outra importante cidade escocesa, a arte é destaque. Ali você encontra ótimos museus e galerias.
O pequeno País de Gales parece ter saído de um dos de fadas, com suas belas paisagens (Crédito: Thinkstock)
O pequeno País de Gales, situado a oeste da Inglaterra e a apenas 2 horas de trem de Londres, ainda é pouco conhecido dos turistas brasileiros. O destaque vai para o número impressionante de castelos: 641! A cultura celta é outro chamariz, além do idioma galês, herança da cultura celta. A capital Cardiff tem ótima infraestrutura, com restaurantes, hotéis e comércio variado, além de museus gratuitos e atrações culturais.
Belfast, na Irlanda do Norte, tem vida noturna agitada e linda arquitetura (Crédito: Thinkstock)
Por fim, a Irlanda do Norte tem grandes atrações e uma capital cheia de agito: Belfast, com vida noturna agitada, museus maravilhosos e arquitetura interessante. Saindo de Belfast, você encontra lindas paisagens, castelos e a Giant's Causeway (Calçada do Gigante), destino turístico mais popular do país. A grande extensão de rochas em forma de escadaria é o resultado da lava resfriada a partir de erupções vulcânicas que ocorreram mais de 65 milhões de anos atrás.
Reino Unido tem muitos outros lugares interessantes, como os mistérios de Stonehenge, a Ilha de Skye e seu clima instável, a bela região da Cornualha e as antigas termas romanas de Bath. Mas isso é assunto para outro post. Até lá!


quarta-feira, 2 de março de 2016

Conheça os melhores cartões empresariais para acumular milhas


Muitas empresas no Brasil fornecem cartões de crédito empresariais para gerentes, diretores e outros funcionários que ocupam posições que demandam viagens ou a realização de despesas corporativas frequentes. O que muitos profissionais não sabem é que é possível acumular milhas nas despesas corporativas, da maneira parecida como ocorre nos cartões de pessoa física, sendo que as milhas do cartão corporativo podem ser acumuladas para o funcionário.
O Melhores Destinos avaliou os principais cartões empresariais disponíveis no Brasil e apresenta quais os melhores cartões corporativos para acumular milhas, neste post inédito e exclusivo!
O acúmulo nos cartões empresariais varia entre 1 e 1,3 ponto por cada dólar gasto. Alguns cartões tem adesão gratuita ao programa de benefícios e uma anuidade muito parecida com os cartões que não oferecem qualquer tipo de benefício. Portanto, caso seja um tomador de decisão, considere as regras e informações de cada produto na hora de escolher qual cartão corporativo será adotado dentro de sua organização.
Tabela Comparativa
Cartoes-Empresariais-Comparativo
Conheça os Cartões Empresariais que permitem o acúmulo de milhas
American Express
São três opções de cartão, cujos critérios de concessão variam conforme o faturamento da empresa. A principal diferença entre os cartões é que o Gold é o único que oferece acesso às Salas VIP Centurion do AMEX.
AMEX
Os pontos podem ser acumulados na proporção de US$ 1,00 = 1 ponto no Programa Membership Rewards e não expiram. Outro diferencial é a grande quantidade de empresas aéreas parceiras, nacionais e internacionais.
As anuidades são, respectivamente: Business: R$ 150; Corporate: R$ 220; Corporate Gold: R$ 370.
Mais informações no site do AMEX Empresarial.
Banco do Brasil
O cartão Ourocard Empresarial permite o acúmulo na proporção de US$ 1,00 = 1 ponto por compras na função crédito e é o único a oferecer a opção de acúmulo de US$ 2,00 = 1 Ponto na função débito, no Programa Ponto pra Sua Empresa, que pode ser convertido para o Programa Ponto pra Você na pessoa física. A adesão ao Programa é opcional e tarifada e pode ser realizada por meio do gerenciador financeiro ou da agência de relacionamento.
BB
A anuidade do cartão é de R$ 136,00. O BB cobra R$ 5,00 de tarifa de adesão ao Programa Ponto pra sua Empresa, além de uma mensalidade adicional de R$ 3,00 por cartão.
Para a realização de conversão de pontos, a primeira transferência deve ser de, no mínimo, 5 mil pontos e as subsequentes em múltiplos de 1 mil. O ponto fraco do programa é a validade dos pontos, de apenas 12 meses, a menor do mercado.
Mais informações na página do Programa Ponto pra Sua Empresa.
CAIXA
Os cartões de crédito Caixa Empresarial permite o acúmulo na proporção de US$ 1,00 = 1 ponto por compras na função crédito.
Caixa
A anuidade do cartão é de R$ 105,00. A Caixa cobra R$ 6,00 de tarifa de adesão ao Programa Ponto pra sua Empresa, além de uma mensalidade adicional de R$ 4,00 por cartão.
Mais informações na página do Programa de Pontos Empresarial Caixa.
HSCB Empresarial
O cartão HSBC Empresarial oferece a possibilidade de acúmulo de pontos no Clube de Benefícios Business Card, na proporção de US$ 1,00 = 1 ponto. A adesão é gratuita e a anuidade custa R$ 80,00.
HSCB
Mais informações no site do HSBC Empresarial.
Itaucard Business
O cartão Itaucard Business permite o acúmulo na proporção de US$ 1,00 = 1 ponto no Programa Sempre Presente Business, cujos pontos podem ser repassados para o titular do cartão do Programa Sempre Presente de pessoa física. A validade dos pontos é de 36 meses.
ITAU
A anuidade dos cartões é de R$ 156 (Visa) e R$ 144 (Mastercard). É cobrada uma taxa anual de R$ 48 para participação no programa de recompensas.
A paridade de conversão em milhas é a mesma do programa Sempre Presente, 1:1 Smiles; 1:1 TudoAzul; 1,25:1 Multiplus. Para a transferência de pontos para Companhias Aéreas é necessário possuir um saldo de pelo menos 20.000 pontos no programa (exceto para resgates para o Programa Tudo Azul).
Mais informações no site do Sempre Presente Business.
Santander
O Santander comercializa atualmente dois tipos de cartão empresarial. O Santander Negócios & Empresas e a versão Platinum desse mesmo cartão. O Acúmulo de SuperBônus é de US$ 1,00 = 1 ponto no tradicional e US$ 1,00 = 1,3 ponto na versão Platinum. O cartão Platinum tem o maior acúmulo disponível atualmente no mercado brasileiro, de acordo com a nossa pesquisa.
Santander
Os bônus acumulados pelos cartões empresariais podem ser transferidos para contas SuperBônus pessoa física ou trocados por produtos e serviços diretamente na conta empresarial.
A anuidade é de R$ 180 a versão tradicional e R$ 300 a versão Platinum.
Mais informações no site do Santander Negócios & Empresas
Safra
O Cartão Safra Visa Empresarial permite um acúmulo de pontos na proporção de US$ 1,00 = 1 ponto no Programa de Fidelidade Safra Rewards. O piso mínimo para o resgate é de 10.000 pontos, podendo ser resgatados para o Multiplus, Smiles, TudoAzul e TAP.
Safra
A anuidade é de R$ 230.
Mais informações no site do Cartão Safra Empresarial.
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Os cartões corporativos do Bradesco Empresas e Citibank Corporate não permitem o acúmulo de pontos em programas de vantagens.
E você, costuma acumular milhas no cartão corporativo ou ficou interessado em acumular? Conhece algum outro cartão empresarial que permita o acúmulo de milhagem? Participe e comente!
Conheça também o Ranking de Cartões de Crédito do Melhores Destinos, com os melhores cartões de pessoa física para acumular milhas e benefícios de viagem.